- Estados Unidos e Irã encerraram a reunião de alto nível em Lucerna, Suíça, com avaliações de avanços e base para um acordo final, após o atraso por confrontos no Líbano.
- As negociações de sessenta dias entram na fase técnica, e Washington autorizou, nesse período, as exportações de petróleo iraniano.
- As partes indicaram avanços, incluindo mecanismos para manter o estreito de Ormuz aberto; o Irã sugeriu readmissão de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica, ainda não confirmado.
- Autoridades dos dois países intensificam a diplomacia: EUA devem se reunir com Emirados Árabes, Kuwait e Barém; o presidente iraniano deve viajar ao Paquistão; Omã também recebe delegação iraniana.
- Há perspectiva de descomprimento de recursos no exterior (cerca de 100 bilhões de dólares) para compras de produtos dos EUA; também são discutidas propostas de cooperação regional e de um comitê de alto nível para as negociações.
Estados Unidos e Irã relatam avanços em conversas de paz, com avanços positivos apesar dos obstáculos. O encontro ocorreu em Lucerna, Suíça, sob mediação de Qatar e Paquistão. A reunião buscou estabelecer bases para um acordo definitivo, após um adiamento de duas semanas por tensões no Líbano.
A presidência dos EUA descreveu a sessão como uma boa base para um acordo final, enquanto Teerã mencionou grandes progressos. Ao término do encontro, destacou-se a importância de manter o estreito de Ormuz aberto e de respeitar o alto fogo no Líbano, que envolve Israel e o grupo Hezbollah.
As negociações, previstas para 60 dias, entraram na fase técnica. O Tesouro dos EUA autorizou, durante esse período, exportações de petróleo iraniano. A medida visa facilitar o fluxo econômico e permitir avaliações futuras sobre sanções.
Entre os diplomatas, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, planeja visitas ao Golfo para tratar de prioridades regionais, como um memorando com Irã, trânsito pelo estreito e estabilidade regional. Em Baréin, Rubio dialogará com o Conselho de Cooperação do Golfo.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, apresentou o processo como a construção de uma moradia diplomática, onde o acordo final seria a casa. Segundo ele, foram fixados alicerces sólidos para avançar em direção a um entendimento que beneficie a população americana.
Do lado iraniano, Masud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abás Aragchi, enfatizaram grandes progressos para o fim dos confrontos com Israel em Líbano. Aragchi destacou que a primeira prova real será a continuidade do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah.
Paralelamente, o governo iraniano indicou a disposição de readmitir inspetores da OIEA, notícia não confirmada por Teerã, enquanto o presidente americano mencionou inspeções de armamento com foco na transparência nuclear.
O grupo de Paquistão e Qatar divulgou um comunicado conjunto apontando avanços, com a criação de um comitê de alto nível para supervisionar as negociações, grupos de trabalho sobre sanções e programa nuclear, além de uma unidade de desescalada para monitorar o cessar-fogo no Líbano.
Em termos práticos, surgem mensagens sobre possível descongelamento de parte de ativos iranianos no exterior, estimados em até 100 bilhões de dólares, para facilitar importações de produtos norte-americanos. A verificação desses passos depende dos próximos encontros.
A situação no Líbano é vista como crucial para o sucesso do processo. Os signatários ressaltaram a necessidade de manter o cessar-fogo estável e evitar escaladas que comprometam as negociações. O tom geral apontou para um otimismo cauteloso, sem conclusões definitivas já anunciadas.
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