- Em 11 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não esteve na posse do novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, após debate interno no governo.
- O Itamaraty defendia a participação de Lula na posse chilena, para sinalizar cordialidade com o governo Kast, mas a ala contrária venceu.
- A posse do colombiano está prevista para 7 de agosto; há confirmação ainda incerta no Conselho Nacional Eleitoral, mas fontes indicam que De la Espriella será o presidente.
- A tendência no governo brasileiro é Lula não ir a Bogotá; pode haver mudança se o novo presidente colombiano der um gesto que convença o Brasil.
- Caso não haja esse gesto, o Brasil enviará o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mantendo diálogo com De la Espriella, sem abandonar a imagem de Lula; a ausência pode ampliar espaço para o senador Iván Cepeda.
Em 11 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast. A decisão ocorreu após um debate interno no governo sobre a viagem.
O Itamaraty defendia a presença de Lula na cerimônia chilena, argumentando que o gesto mostraria disposição do Brasil para manter relação cordial com Kast, mesmo com diferenças ideológicas.
A pauta atual envolve a posse do novo presidente da Colômbia, marcada para 7 de agosto. Embora ainda haja dúvidas formais, fontes indicam Abelardo de la Espriella como vencedor, com confirmação não oficial do CNE.
Possível presença de Lula na posse colombiana
Fontes diplomáticas na prática apontam que o governo brasileiro tende a não enviar Lula a Bogotá, a menos que haja um gesto significativo do novo presidente colombiano que convença o Brasil de sua relevância.
Caso não haja esse gesto, o Itamaraty deverá enviar Mauro Vieira, atual ministro das Relações Exteriores, para representá-lo na posse. A ideia é preservar a imagem de Lula enquanto busca diálogo com o novo governo.
De la Espriella já recebeu apoio de Flávio Bolsonaro, o pré-candidato do PL, o que alimenta a leitura de que a presença de Lula é vista como imprudente para a campanha do presidente brasileiro.
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