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Artista britânico diz que o Met deve responder pelo litígio de vestuário

Artista britânica acusa o Met de não creditá-la pelo vestuário incluído na exposição Costume Art, questionando direitos autorais e responsabilidade da instituição

Installation view of Costume Art at the Met
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  • A artista britânica Anouska Samms acusa o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, de incluir o vestido Hair Dress em exposição sem creditá-la, apesar de ter direitos de propriedade intelectual sobre o tecido específico.
  • Samms afirma que criou o vestido em parceria com Yoav Hadari, quando alugavam espaço na Sarabande Foundation, em Londres; Hadari nega que os direitos cubram o design completo.
  • O Met disse que a disputa sobre o vestido deveria ser resolvida entre Samms e Hadari, e não comentou sobre o caso.
  • A artista aponta que, segundo a lei de copyright inglesa, ela seria coautora e co-proprietária do design original, e está buscando orientação jurídica nos Estados Unidos para possível ação legal.
  • Samms afirma que o Museu não está assumindo responsabilidade nem reconhecendo os créditos devidos, citando falhas de diligência e provenance no histórico de criação do objeto.

Anouska Samms, artista britânica, acusa o Metropolitan Museum of Art (Met) de não creditá-la na exposição Costume Art, em Nova York, ligada ao Met Gala. A controvérsia envolve o vestido Hair Dress, com fibras de cabelo humano, criado em parceria com Yoav Hadari. A obra está no radar desde o período em que os dois colaboraram na Sarabande Foundation, em Londres.

Segundo Samms, o Met afirmou que a disputa de direitos de autoria deve ser resolvida entre ela e Hadari, seu ex-colaborador. Ela sustenta que detém os direitos de propriedade intelectual sobre o tecido específico usado no Hair Dress, e não houve reconhecimento nem pagamento proporcionais a isso. Hadari, por sua vez, afirma que os direitos não se estendem ao design ou à direção criativa da Nervina Hair Dress, que hoje está em exibição.

O Met informou que não comenta o assunto para não atrapalhar o processo entre as partes. A instituição afirmou que a obra foi avaliada, mas não confirmou a inclusão ou crédito formal. Samms disse ter consultado assessoria jurídica no Reino Unido e planeja buscar apoio legal com base na lei de direitos autorais dos Estados Unidos.

Contexto da obra e posição das partes

Samms argumenta ser coautora da concepção criativa do vestido e cobrava crédito no catálogo, no site e nos registros do museu. Ela ressalta que museus devem realizar due diligence, documentando a origem e a trajetória de aquisição de objetos, incluindo créditos aos criadores.

Hadari reconhece a titularidade do tecido empregado no Hair Dress, mas nega que os seus direitos atinjam o conceito, o nome ou a direção criativa da Nervina Hair Dress. Ele afirma que a forma final do vestido resultou de seu trabalho próprio de drapeado, costura e adaptação do tecido.

Samms afirma ainda que Bolton, curator do Costume Institute, tinha conhecimento da existência da artista e da concordância de Hadari sobre os créditos, o que, segundo ela, não se reflete na exposição ou no acervo online do museu. A artista sustenta que o Met não assumiu a responsabilidade de forma neutra.

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