- Van Gogh Museum e governo holandês estão em mediação após a instituição entrar com processo para buscar mais financiamento público para uma renovação.
- A diretora Emilie Gordenker afirmou que o museu poderia fechar se o ministério da cultura não aumentasse a subvenção anual em € 2,5 milhões.
- O projeto prevê uma renovação de três anos, em 2028, no valor total de € 104 milhões (€ 76 milhões para manutenção, € 23 milhões para medidas de sustentabilidade e € 5 milhões para melhorias).
- O governo sustenta que a subvenção de € 8,5 milhões é suficiente e que o museu deve contribuir, especialmente em obras além de manutenção necessária; a ação judicial foi adiada.
- Em 2024, o museu recebeu 1,8 milhão de visitantes, teve lucro de € 2,9 milhões e aumento de € 2,3 milhões em doações para aquisições de arte; menores museus enfrentam dificuldades de financiamento público.
O Van Gogh Museum e o governo holandês passaram a atuar em mediação após o museu anunciar ações legais para obter mais recursos públicos para uma reforma. A disputa envolve financiamento anual e a necessidade de ampliar a verba para a renovação.
Em agosto passado, a diretora do museu afirmou que a instituição em Amsterdã poderia fechar caso o Ministério da Cultura não aumentasse o subsídio em 2,5 milhões de euros por ano. A renovação prevista é de três anos, a partir de 2028, totalizando 104 milhões de euros.
O plano de reforma prevê 76 milhões para manutenção, 23 milhões para medidas de sustentabilidade e 5 milhões para melhorias, segundo informações divulgadas à época. O governo sustenta que o subsídio atual de 8,5 milhões é suficiente.
Antes da primeira audiência, a assessoria do museu informou à imprensa especializada que as negociações já avançavam e que, em função disso, as ações judiciais foram adiadas com o objetivo de encerrar o processo por meio da mediação antes do verão.
O Ministério da Cultura confirmou ao parlamento que houve um adiamento indefinido do processo, mantendo confidencial o conteúdo das negociações. O tema ganha relevância em um cenário de pressão por cortes de verbas públicas para museus.
Segundo a Associação de Museus, a redução de financiamentos públicos afeta instituições menores, que dependem também de doações privadas. O Van Gogh Museum sustenta que o acordo de 1962, com a família de Vincent van Gogh, determina que o estado arque com a reforma e manutenção do espaço.
Especialistas indicam que, além do prestígio internacional do museu, o financiamento está vinculado a uma discussão sobre fontes de renda, como bilheteria, turismo e apoio privado. A pauta envolve também o papel do Estado na preservação cultural.
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