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Turismo cultural do Canadá nos EUA cai acentuadamente

Turismo canadense para os EUA cai mais de trinta por cento em 2025, impactando museus, comércio e hospedagem, sobretudo nas áreas de fronteira

Lost love: New York’s Buffalo AKG Art Museum, only a few miles from the Canadian border, has since the beginning of last year welcomed far fewer visitors from its northern neighbour
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  • Visitação de canadenses aos EUA caiu cerca de 30% em 2025, impactando museus, turismo e setores ligados.
  • Em Nova York, os canadenses passaram de aproximadamente 983 mil visitantes em 2024 para 800 mil em 2025.
  • No estado de Washington, entradas sulistas vindas do Canadá recuaram 26% em outubro de 2025 ante outubro de 2024; no Seattle Art Museum houve queda de 50% nesse público, e Oregon registrou queda de 21%.
  • Detroit também registrou queda de cerca de 30% de visitantes canadenses em 2025, com tarifas e barreiras comerciais citadas como dificuldades.
  • Na Flórida, há menos voos diretos do Canadá e queda de visitantes canadenses; o Ringling Museum registrou 734 visitantes canadenses em janeiro de 2024 e apenas 298 em janeiro de 2025 (fevereiro passou de 813 para 411), enquanto Vizcaya teve queda de cerca de 40% nos meses de pico; visitação local ajudou a compensar parte da redução.

Canadenses reduziram significativamente sua visitação aos Estados Unidos, especialmente a museus menores e atrações na fronteira. A queda acompanha tensões políticas, tarifas sobre madeira, aço e peças automotivas, além de declarações sobre o acordo Canadá-EUA-México. O efeito é sentido no turismo, mercado imobiliário, hospitalidade e instituições culturais.

Até 2024, os canadenses eram o principal grupo de turistas internacionais nos EUA; em 2025, a presença caiu de forma relevante, impactando cidades com forte fluxo fronteiriço. Dados indicam redução de cerca de 30% no fluxo de canadenses para Nova York e para Washington state, com queda também na Califórnia e na Flórida.

Desdobramentos por região

Em Nova York, o fluxo canadense caiu de aproximadamente 983 mil visitantes em 2024 para 800 mil em 2025. Em Washington, a administração regional registrou recuo de 26% nas​ entradas sul-americanas no estado em outubro de 2025 frente a outubro de 2024, e o Seattle Art Museum reportou queda de 50% na visitação canadense, mantendo, porém, números estáveis para seu acervo.

No Oregon, a diminuir também foi o número de viajantes canadenses em 2025, com queda de 21% em relação ao ano anterior. Em Detroit, a agência Visit Detroit aponta queda de cerca de 30% no ano de 2025, associada a tarifas e barreiras comerciais que afetam turismo e comércio.

Impacto no turismo cultural da Flórida

Dados de visitação apontam menor fluxo canadense para a Flórida em 2025, com redução de visitantes em museus importantes. No Ringling Museum, as visitas canadenses caíram de 734 em janeiro de 2024 para 298 em janeiro de 2025, e de 813 em fevereiro de 2024 para 411 em fevereiro de 2025. Vizcaya, em Miami, registrou redução de 40% em meses de pico, em comparação a 2024; contudo, a organização manteve visitas locais estáveis, ampliando o público floridano.

Motivações e contexto

A pesquisa aponta que tarifas, ceticismo político e custo de vistos influenciam as decisões de viagem. Além disso, a percepção de recusa política externa e aumentos de tarifas contribuem para um quadro de aversão ao turismo entre canadenses. Especialistas ressaltam que a queda afeta não apenas o turismo, mas setores de hospitalidade e varejo.

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