- Álbum intitulado “Yy Jojou – Encontro das Águas” registra o coral indígena Amba Wera em parceria com a Orquestra Almai, com oito faixas de cânticos guarani mbya.
- O projeto reúne 28 músicos da orquestra (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) e 14 vozes do coral, além de viola guarani, rabeca, tambor e chocalho.
- Maurício Biguai Poty, coordenador do coral, destaca que o trabalho fortalece a aldeia, a cultura e a língua guarani, após a morte do pajé criador do grupo.
- José Calixto Cohon e Anselmo Mancini lideram o projeto, que respeitou a dimensão sagrada das músicas e buscou unir tradição guarani com a música orquestral.
- O álbum já está disponível nas plataformas de música e foi gravado na aldeia Tekoa Pyau, no Território Indígena do Jaraguá, em São Paulo.
O álbum de cânticos ancestrais une o coral indígena Amba Wera, da aldeia Tekoa Pyau, ao conjunto de cordas Orquestra Almai. O projeto registra a cultura musical guarani mbya, consolidando uma parceria histórica entre grupos distintos. A gravação aconteceu após a morte do pajé que criou o coral, há quatro anos, com o objetivo de ampliar a expressão da língua guarani.
Maurício Biguai Poty, coordenador do Amba Wera, ressalta que o encontro reforça a identidade da aldeia e a preservação da tradição. A iniciativa, realizada com a participação da Orquestra Almai, reforça a intenção de colocar a música indígena em primeiro plano no diálogo com a tradição.
O álbum, intitulado Yy Jojou – Encontro das Águas, já está disponível nas plataformas digitais. A obra traz oito faixas de cantos guarani mbya, desde cerimônias sagradas até temas de fortalecimento, saúde e coragem. A produção envolveu 28 músicos da Almai e 14 vocais do coral.
Detalhes da parceria
José Calixto Cohon, diretor do projeto, explica que a instrumentalização respeita a dimensão sagrada das canções guarani. A equipe realizou ampla pesquisa para adaptar arranjos sem descaracterizar o canto, mantendo toque orquestral. O resultado une violino, viola, violoncelo e contrabaixo com viola guarani, rabeca, tambor e chocalho.
Sobre a execução e o conceito
Segundo Cohon, o arranjo buscou preservar a integridade cultural ao mesmo tempo em que cria diálogo entre tradições distintas. Biguai acrescenta que o encontro é um marco para a aldeia, fortalecendo a língua e a memória musical guarani mbya. O disco celebra a integração entre canto e orquestra.
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