- O CEO da Ducati, Jason Chinnock, disse que motos autônomas nunca vão acontecer sob sua gestão, nem em cinco anos nem em cinquenta.
- A posição da empresa é de que a tecnologia deve ser um copiloto: ajuda na segurança, mas não pode assumir o controle da moto.
- A Ducati afirma que a moto é uma experiência, não apenas um meio de transporte; tirar o piloto compromete o produto.
- Existem exemplos de motos autônomas de outras marcas, como a Motoroid 2 da Yamaha, que pode se conduzir sozinha, e protótipos da BMW, mas a Ducati mantém o foco humano.
- A marca não rejeita tecnologia: já equipa motos com recursos eletrônicos e, recentemente, com assistentes como piloto automático adaptativo e alerta de ponto cego; busca tornar motos mais seguras e acessíveis sem tirar o motociclista do centro da experiência.
A Ducati já deixou claro seu posicionamento sobre motos autônomas: a tecnologia deve atuar como copiloto, não substituir o piloto. O CEO Jason Chinnock afirmou que veículos sem motorista não vão existir sob sua liderança.
A marca brasileira o destaca: motos premium não são apenas meios de transporte. Elas entregam experiência, controle e sensação de piloto. Remover o piloto seria remover o próprio produto.
A indústria tem explorado a autonomia: a Motoroid 2 da Yamaha e protótipos da BMW já mostram motos que se movem sem guidão ou controle tradicional. Ainda assim, a conclusão da Ducati é de identidade da marca.
Tecnologia como copiloto
Chapa de argumentos da Ducati é simples: a motorização atual já oferece assistências como radar, ABS em curvas e controle de tração. Esses recursos ajudam a segurança, sem tirar o piloto do centro da experiência.
Para a Ducati, o valor da moto está no feedback do guidão, na inclinação e no risco controlado. A experiência de pilotagem continua a ser o diferencial que não se entrega a uma máquina autônoma.
A filosofia da empresa contrasta com o objetivo de reduzir esforço. Enquanto outras marcas desenvolvem capacidades autônomas, a Ducati defende manter emoção, precisão de pilotagem e responsabilidade humana no comando.
Mercado e percepção dos consumidores
Especialistas veem motivações diferentes para a autonomia: reduzir estresse, acidentes e custos em tarefas repetitivas. A Ducati aposta em manter a paixão e a atividade do piloto como núcleo do produto.
O público de motocicletas premium tende a buscar emoção e controle. A marca já investe em tecnologia de suporte, mantendo o piloto no centro da experiência, sem abrir mão do desempenho.
O debate envolve ainda o envelhecimento do público de moto e a pressão para tornar o ato de pilotar mais seguro. A Ducati posiciona-se para ampliar segurança sem sacrificar a participação humana na condução.
Matéria originalmente publicada em Forbes. Credite-se a fonte conforme a prática jornalística.
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