- Nissan deixou de desenvolver a versão totalmente elétrica do Qashqai no Sunderland, fábrica no nordeste da Inglaterra, no ano passado.
- A empresa busca apoio financeiro do governo para planejar o futuro da planta, após fechar uma das duas linhas de produção da unidade.
- Também analisa fabricar carros para outras montadoras, em linha com acordo não vinculativo com a chinesa Chery para estudar a fabricação de veículos em Sunderland.
- O movimento ocorre durante um amplo programa de cortes de custos que já levou ao fechamento de sete fábricas e à perda de vinte mil empregos.
- Mesmo com eventual retomada do Qashqai elétrico, o modelo não chegará ao mercado antes do início da década de 2030; a Nissan mantém foco na expansão da linha eletrificada, que já inclui o Leaf e o Juke elétrico anunciados para a planta, e o Qashqai representou aproximadamente quarenta e cinco por cento das vendas da empresa na Europa em 2025.
Nissan interrompe o desenvolvimento de uma versão 100% elétrica do Qashqai, o modelo mais vendido da empresa na Europa, enquanto tenta reduzir custos e reorganizar seu portfólio. A informação aponta que o projeto foi paralisado em Sunderland, no Reino Unido, no ano passado.
Segundo a Reuters, a fabricante japonesa já não avança com o Qashqai elétrico na fábrica de Sunderland, a maior unidade automotiva britânica. A empresa busca apoio público para planejar o futuro da planta na região northeast inglesa.
A Nissan anunciou, no mês anterior, o fechamento de uma de suas duas linhas de produção em Sunderland por demanda fraca. Em abril, a companhia indicou que avaliava opções para a fábrica e seus 6 mil empregados.
Novo desenho estratégico
A empresa trabalha com a possibilidade de fabricar veículos para terceiros, após assinar, ainda neste mês, um memorando não vinculante com a chinesa Chery para estudar fabricação de veículos de passageiros pela Sunderland Plant.
A Nissan registrou prejuízos significativos no último exercício e segue um programa de redução de custos que já resultou no fechamento de sete fábricas e na perda de cerca de 20 mil empregos. A direção mantém o foco na transformação da linha de produtos e no aperfeiçoamento da eficiência.
Apesar do revés, a japonesa insiste na expansão de sua gama electrificada, incluindo híbridos. A demanda por veículos elétricos na Europa permanece volátil, o que influencia decisões de lançamento e programa de produção.
O Qashqai já é vendido em versões a gasolina e híbrida e respondeu por cerca de 45% das vendas da Nissan na Europa em 2025, em um total de 330 mil carros vendidos no continente. O futuro do EV do Qashqai ainda não tem cronograma definitivo.
A notícia chega aos 10 anos do Brexit, tema que frequentemente é citado em debates sobre o impacto na indústria britânica. A Sunderland Plant desempenha papel central nesse debate, dada sua importância histórica para a produção local.
Entre na conversa da comunidade