- Michael Kors celebra 45 anos de carreira com grande festa na Metropolitan Opera House, em Nova York, apresentando um desfile inspirado em “noite de ópera” com vestidos longos e casacos opulentos.
- A lista de convidadas inclui Rama Duwaji, esposa do prefeito Zohran Mamdani, e Christy Turlington, além de referências a Carolyn Bessette Kennedy e Maria Callas.
- Kors elogiou Rama Duwaji pela elegância e lembrou a mudança no figurino de primeiras-damas ao longo dos anos.
- Em backstage, o estilista comentou a retirada e rebaixamento da bandeira do orgulho no Stonewall Monument, destacando a resiliência de Nova York.
- O evento ocorre em meio a um cenário econômico desafiador para a moda, com Saks Fifth Avenue em falência e impactos de tarifas, inflação e tensões geopolíticas.
Michael Kors celebra 45 anos de carreira com homenagem às mulheres de Nova York
A noite no Metropolitan Opera House, em Nova York, transformou-se em passarela para a coleção outono-inverno de Michael Kors, dedicada às mulheres da cidade. O evento marcou a trajetória do estilista, que admite ter 45 anos na moda, mas se vê com apenas 32 no imaginário profissional.
A produção desfilou sob o tema noite de ópera, com vestidos elegantes complementados por casacos opulentos. Kors destacou a importância de uma estética que combine impacto visual e peças com presença, privilegiando casacos que enquadram o visual e glamurosas soizes.
Quem está na lista de destaque inclui Rama Duwaji, esposa do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, considerada por Kors como uma mulher incrível e marcante. O designer comparou o estilo da primeira-dama a mudanças token de moda recentes que acompanharam figuras públicas, como a era Obama.
Christy Turlington encerrou o desfile usando um figurino com capuz de paetês escuros e cauda longa, marcando o retorno de uma presença histórica na publicidade da marca. Outras referências da mood board incluíram Carolyn Bessette Kennedy e Maria Callas, com menções a figuras de Queens que moldaram a indústria.
Backstage, Kors manifestou orgulho pela diversidade e pela história de Nova York, citando ainda a recuperação simbólica da bandeira arco-íris no Stonewall Monument, que havia sido retirada sob ordens administrativas. Autoridades locais recolocaram a bandeira no dia anterior, ressaltando a resiliência da cidade.
A narrativa do desfile mesclou elementos clássicos e modernos: luvas de ópera, smoking com faixa, vestidos com caudas dramáticas e casacos de pele falsa. Entre propostas, Kors sugeriu casacos de shearling branco para sobrepor vestidos pretos, além de casaco de cashmere vinho com gola que emoldura o rosto.
Entre a estética e o contexto econômico, o setor enfrenta desafios. Maior parte das lojas de departamentos, incluindo Saks, enfrentou dificuldades financeiras recentes, com fechamento de unidades anunciados e credores significativos, evidenciando vulnerabilidade da cadeia de suprimentos e do varejo de luxo.
Steven Kolb, executivo-chefe da Câmara de Designers de Moda dos EUA, apontou tarifas, inflação e tensão geopolítica como entraves, mas enfatizou que a indústria continuará produzindo ideias criativas. Mesmo diante de obstáculos, a participação nos desfiles persiste como vitrine de marcas globais.
A semana de moda de Nova York evidencia uma dualidade: celebração estética de marcas consolidadas e ajustes econômicos que afetam pequenas e grandes grifes. O desafio é manter relevância e inovação num cenário volátil, com o púrpito da cidade como palco principal.
Entre na conversa da comunidade