- Comandos da Marinha Real britânica interceptaram durante a madrugada deste domingo um petrolero russo no canal da Mancha, na primeira operação de assalto desse tipo realizada pelo Reino Unido, com apoio da Agência Nacional contra o Crimen e da Royal Air Force; a ação durou cerca de seis horas e a embarcação está retida ao sul da Inglaterra.
- O navio Smyrtos transportava 704.962 barris de petróleo russo, vindo de Ust‑Luga e com destino a Port Said, Egito; a tripulação e a operação permanecem sob investigação.
- A operação ocorreu em meio a tensões políticas no Reino Unido, após a demissão do ministro da Defesa, John Healey, e a saída do secretário de Estado das Forças Armadas; Dan Jarvis assumiu o cargo de forma interina.
- O ministro de Defesa, Dan Jarvis, disse que operações como aquela exigem habilidade e profissionalismo, destacando que a “flota fantasma” financia o conflito na Ucrânia e que a ação representa um golpe relevante para a guerra de Putin.
- O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, afirmou pela X que a Europa precisa adotar medidas urgentes para deter e confiscar esse tipo de cargueiro, elogiando a operação britânica.
O Comando da Marinha Real britânica executou, na madrugada deste domingo, a interceptação de um petroleiro russo na região do canal da Mancha. A operação, realizada com apoio de agências de segurança interna e da RAF, durou seis horas e encerrou com a retenção do navio no sul da Inglaterra. A embarcação, chamada Smyrtos, é apontada como parte de uma frota sancionada pelo Ocidente devido à invasão da Ucrânia.
A ação envolveu infantaria de marina, agentes da National Crime Agency e recursos aéreos da RAF. A tomada da embarcação ocorreu por meio de um desembarque controlado, com apoio de dois navios de guerra britannicos e de um helicóptero CH-47 Chinook, sem registro de feridos até o momento. A operação foi conduzida com o objetivo de impedir o transporte de petróleo incluído em sanções.
Detalhes da operação
O Smyrtos transportava aproximadamente 705 mil barris de petróleo russo, segundo informações do governo britânico. O carregamento tinha como origem a terminal de Ust-Luga, próximo a São Petersburgo, e o destino inicial era Port Said, no Egito, com possível passagem pelo canal de Suez.
Contexto e consequências
Especialistas apontam que a frota alvo, conhecida como frota fantasma, atua para manter fluxos financeiros que sustentam atividades russas na Ucrânia. O governo britânico informou que o navio ficará sob custódia para investigação oficial. O episódio representa a primeira intervenção direta britânica desse tipo contra esse tipo de embarcação.
Reações oficiais
O novo ministro da Defesa, Dan Jarvis, afirmou que operações como a realizada exigem habilidade e profissionalismo. O premiê Keir Starmer elogiou o esforço das forças envolvidas e destacou que o governo continuará agindo para impedir a evasão de sanções.
Observações finais
O Smyrtos já possui histórico de mudanças de bandeira e de navegação entre jurisdições, características comuns entre navios associados à frota fantasma. Autores oficiais ressaltam que, mesmo com o atual desdobramento, ainda há entraves legais para ações mais amplas, como confisco de carga.
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