- Um drone marítimo Corsair foi utilizado para resgatar dois membros da tripulação de um helicóptero do Exército dos EUA que caiu no litoral de Omã, próximo ao estreito de Ormuz.
- O resgate ocorreu na madrugada de terça-feira; os dois soldados foram retirados com segurança em aproximadamente duas horas e estão em condição estável, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).
- O Corsair é fabricado por uma empresa de drones marítimos do Texas, mede 7,3 metros e pode transportar até 450 kg, alcançando mais de 64 quilômetros por hora.
- A missão foi conduzida pela Força-Tarefa 59, unidade da Marinha dos EUA dedicada a sistemas não tripulados, criada em 2021; o uso no Oriente Médio começou em março.
- Especialistas indicam que o drone provavelmente foi controlado remotamente durante o resgate para alcançar a posição exata da tripulação, reduzindo riscos de envio de navio ou helicóptero.
Um drone marítimo foi empregado para resgatar dois membros da tripulação de um helicóptero do Exército dos Estados Unidos, abatido no litoral de Omã no início desta semana. O resgate ocorreu após o acidente envolvendo um helicóptero Apache durante o conflito na região do Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA informou que os dois soldados foram resgatados com segurança em cerca de duas horas e estão estáveis. A operação foi seguida de perto por autoridades militares norte-americanas, que confirmaram o uso do drone no resgate pela primeira vez em uma missão desse tipo.
O drone utilizado é o Corsair, fabricado por uma empresa com sede no Texas. O Centcom confirmou a participação da Força-Tarefa 59, unidade da Marinha dos EUA dedicada a sistemas não tripulados, criada em 2021. O Corsair mede 7,3 metros, carrega até 450 kg e pode atingir velocidades acima de 64 km/h.
Sobre o drone Corsair
O Corsair possui câmera de 360 graus, radar de longo alcance e sensor de radiofrequência para captar comunicações. A embarcação está entre as cerca de 50 unidades da sua classe usadas pela Marinha dos EUA, com aplicações que vão desde detecção de minas até vigilância.
O equipamento foi integrado ao plano do Pentágono de ampliar o uso de drones. No ano anterior, a Marinha assinou contrato de produção de US$ 392 milhões para embarcações autônomas, reforçando o investimento em plataformas não tripuladas.
Detalhes da missão de resgate
Embora o Corsair possa operar de forma autônoma, especialistas apontam que o resgate provavelmente foi conduzido com controle remoto para maior precisão. A navegação ocorreu até a posição onde os tripulantes se encontravam, facilitando o içamento para o helicóptero.
A operação evitou o envio de navio ou helicóptero com pessoal exposto, característica considerada útil em cenários de alto risco. O resgate ocorreu por volta das 3h30, horário local, segundo o Centcom, e os soldados foram levados a outra posição na água antes do içamento final.
A notícia sobre o uso do drone para resgate no Estreito de Ormuz surge em meio a relatos de maior uso de drones marítimos em zonas de conflito, com aplicações variadas entre detecção, vigilância e ataques com mísseis guiados.
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