- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, removeu nove oficiais da Marinha, incluindo mulheres e membros pretos, de uma lista de promoção no mês passado.
- O resultado foi uma lista de 22 nomeados ao posto de almirante de uma estrela, composta majoritariamente por homens brancos.
- A Supreme promo list original incluía três mulheres e dois oficiais pretos além dos que permaneceram. O ato foi descrito pelo New York Times como violação das regras de meritocracia e neutralidade política.
- A defesa negou motivação por raça ou gênero e afirmou que promoções são dadas a quem merece, sem considerar cor da pele ou gênero.
- O movimento de Hegseth acompanha ações semelhantes envolvendo o Exército, além de críticas públicas à diversidade e a políticas de inclusão nas Forças Armadas.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, teria retirado nove oficiais da Marinha de uma lista de promoção a almirante, incluídos investigados por mulheres e por membros de raças negras. A medida resultou em uma relação de 22 nomes, todos homens e com maioria branca, que avançaram como candidatos à patente.
Segundo o The New York Times, a intervenção de Hegseth violou regras de promoção baseadas no mérito e não partidárias. A lista original continha três mulheres e dois oficiais pretos além dos nomes que permanecem. Oficial naval afirmou que o serviço estava confiante com a lista, sem explicação formal para as remoções.
A pena de Hegseth é objeto de questionamento dentro do Pentágono, que nega motivação por raça ou gênero. Um porta-voz afirmou que promoções são determinadas pelo mérito e que não se considera a cor da pele nem o sexo nesses casos. A atuação surge em linha com ações anteriores descritas pelo Guardian, que aponta intervenções similares na pasta do Exército.
Detalhes da operação e repercussões
A lista divulgada em 22 de maio manteve um oficial a quem se atribui papel médico, além de quatro almirantes brancos removidos durante a revisão. A mudança provoca uma discrepância entre a composição anunciada e a estrutura de comando que os promotores liderarão, conforme análise do Times.
Dados de 2024 sobre a Marinha indicam que mais de 21% dos membros são mulheres, e quase 40% se identificam com minorias raciais. Observadores destacam que a intervenção de Hegseth amplia o debate sobre diversidade, equidade e inclusão nas forças armadas, que já enfrentam disputas sobre políticas de recrutamento e ocupação de funções de alto escalão.
A atuação também é associada a movimentos para reduzir a presença de grupos sub-representados em postos de liderança, consistentes com relatos que apontam demissões ou deslocamentos de oficiais próximos ao superintendente. Até o momento, não houve confirmação de outras mudanças formais nas listas de promoção.
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