- O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o general Braga Netto passe por exames no Hospital Geral do Rio de Janeiro no dia 10 de junho, com escolta do Exército.
- O exame prevê biópsia de lesão suspeita na pele e raio-X do tórax, conforme ofício do comandante da 1.ª Divisão de Exército e da Guarnição da Vila Militar.
- A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 25 de junho, e também cita comunicação da Procuradoria-Geral de Justiça Militar sobre uma representação de indignidade ao oficialato no Superior Tribunal Militar.
- Braga Netto, 69 anos, está preso na Vila Militar, foi candidato a vice-presidente na chapa com Jair Bolsonaro em 2022 e recebeu a segunda maior pena nas ações sobre suposta tentativa de golpe, 26 anos.
- Bolsonaro já enfrentou procedimentos por lesões na pele durante prisão domiciliar; foi constatado câncer, que foi removido, e ele passa por recuperação de cirurgia no manguito rotador, além de ter tido broncopneumonia.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou o general Braga Netto a passar por exames médicos no Hospital Geral do Rio de Janeiro, na segunda-feira (10 de junho). A avaliação foi solicitada após o Exército constatar uma lesão de pele suspeita, que pode exigir biópsia, além de um raio-X de tórax. A escolta até o hospital ficará por conta da instituição.
De acordo com o ofício citado por Moraes, a necessidade é de avaliação dermatológica para possível biópsia e de raio-X do tórax. O general tem janela entre 6h e meio-dia para realizar os procedimentos, e a instituição deverá providenciar a escolta. Braga Netto permanece detido na Vila Militar.
Desdobramentos e contexto
O despacho também comunicou que a Procuradoria-Geral de Justiça Militar encaminhou ao STF uma representação de indignidade ao oficiaisato, em trâmite no Superior Tribunal Militar. O mesmo ofício informou que Jair Bolsonaro e outros militares condenados nos núcleos 1 e 3 enfrentam procedimento idêntico.
Braga Netto, 69 anos, esteve como candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022. Ele recebeu a segunda maior pena nos processos sobre a tentativa de golpe de Estado, com 26 anos de prisão. Bolsonaro já passou por avaliações de lesões na pele em prisão domiciliar, com diagnóstico de câncer confirmado posteriormente.
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