- Corpo de uma soldado dos EUA, de 19 anos, foi encontrado em cavernas submarinas perto do cabo Draa, Tan Tan, após desaparecimento em 2 de maio durante manobras African Lion, com anúncio feito na noite de quarta-feira.
- O corpo de um tenente de artilleria de 27 anos também foi localizado na mesma região, no sábado anterior, após o mesmo incidente.
- Mais de mil militares e forças de segurança dos dois países participaram da busca, com apoio aéreo e naval, cobrindo cerca de vinte e um mil trezentos quilômetros quadrados.
- A recuperação ocorre após a investigação do Mando para África (Africom), que analisa as causas do ocorrido durante uma atividade operacional ao fim de uma jornada de treinamento.
- As manobras African Lion, envolvendo quase cinco mil soldados de mais de quarenta países, começaram em 27 de abril, com israeladas tecnologias avançadas e uso de drones, helicópteros e equipamentos de guerra eletrônica.
Mais de mil militares dos EUA e de Marrocos participaram de uma operação de busca que localizou os corpos de dois combatentes desaparecidos durante as manobras African Lion, no sul de Marrocos. Um tenente de artilharia, de 27 anos, foi encontrado no sábado, próximo ao cabo Draa, na província de Tan-Tan. Nesta terça, uma soldado especialista, de 19 anos, foi localizada em cavernas submarinas perto do cabo Draa. A avaliação oficial aponta que as perdas ocorreram no encerramento de uma atividade operacional, durante exercícios de grande escala.
A operação envolveu apoio aéreo, naval e o emprego de mais de 1.000 militares e agentes entre EUA e Marrocos. Equipes de mergulho, cães de busca e patrulhas costeiras ajudaram na varredura de uma área de aproximadamente 21.300 quilômetros quadrados. As buscas aconteceram na região onde os militares participavam de treinamentos da African Lion, considerada a maior manobra militar dos EUA no continente africano.
Segundo autoridades, os dois militares estavam fora de serviço ao crepúscio, na região de falésias durante a tentativa de contemplar o pôr do sol, em grupo de recreio. O tenente tentou alcançar a colega nadando, mas ambos foram atingidos pelas ondas e não foram vistos novamente. A investigação aberta pelo Mando para África (Africom) analisa as causas do incidente.
As Forças Armadas de Marrocos divulgaram imagens de mergulhadores inspecionando cavernas submersas e de equipes com cães de busca. Policiais, militares e equipes de apoio prolongaram as operações de rastreio por dias, com o uso de embarcações de guerra, aeronaves, drones e helicópteros. A área fica próxima ao campo de manobras de Draa, no Atlântico.
A região Atlântica registra correntes fortes, com histórico de ocorrências de afogamentos e desaparecimentos na rota migratória para as Canárias, situadas a cerca de 200 quilômetros da costa de Tan-Tan. As manobras African Lion deste ano mobilizaram quase 5.000 militares de mais de 40 países, iniciando em 27 de abril no Marrocos, com desdobramentos anteriores em Tunísia, Gana e Senegal.
Contexto estratégico e participação internacional
A edição atual de African Lion marca avanços tecnológicos, incluindo drones de reconhecimento, sistemas anti-drones e tecnologia com inteligência artificial. Em paralelo, Marrocos exibiu helicópteros Apache AH-64E pela primeira vez nas manobras, com uso de armas automáticas de 30 milímetros, segundo o tabloide TelQuel. O peso político e militar do exercício é tema de análise regional, sobretudo pela cooperação entre EUA e Marrocos.
Dados de defesa apontam que, em 2025, Marrocos elevou o gasto militar para cerca de 6,3 bilhões de dólares, com crescimento de 14% frente a 2024, correspondendo a aproximadamente 3,5% do PIB. Argel reforçou seus orçamentos em 11%, aproximando-se de 25,4 bilhões de dólares. A edição atual de African Lion, portanto, destaca cooperação internacional e modernização das capacidades nacionais.
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