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Herói de guerra é preso na Austrália por massacre de afegãos

Ben Roberts-Smith, herói de guerra australiano, é preso por cinco homicídios de afegãos desarmados; pode enfrentar prisão perpétua

Imagem divulgada pela polícia australiana mostra a prisão do militar, que teve o rosto borrado na imagem – foto: Australian Federal Police/AFP
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  • Ben Roberts-Smith, veterano australiano mais condecorado, é acusado de matar cinco afegãos desarmados entre 2009 e 2012 no Afeganistão.
  • A prisão ocorreu no Aeroporto de Sydney; ele voltava de Brisbane e permanecerá sob custódia até a audiência prevista para o dia 8.
  • A polícia informou que o crime é homicídio qualificado em contexto de guerra, com as vítimas supostamente desarmadas e sob controle da Força de Defesa Australiana.
  • Pode haver concessão de liberdade sob fiança ainda na quarta-feira, conforme anúncio da polícia.
  • O caso envolve histórico de controvérsias: o militar já recebeu altas condecorações, enfrentou denúncias desde 2018 e, em 2023, um tribunal civil reconheceu indícios de mortes de quatro não combatentes, ainda sem confirmação criminal.

Ben Roberts-Smith, veterano de guerra australiano, foi preso na Austrália sob acusação de matar cinco afegãos desarmados durante o conflito no Afeganistão, entre 2009 e 2012. A polícia informou que ele pode enfrentar prisão perpétua caso seja condenado por crimes de guerra.

O ex-cabo do Regimento do Serviço Aéreo Especial é o militar mais condecorado do país, com a Cruz Vitória e a Medalha de Bravura. A prisão ocorreu no Aeroporto de Sydney, ao retornar de Brisbane, segundo a comissária Krissy Barrett.

A audiência de custódia está marcada para quarta-feira, 8, quando Roberts-Smith pode pleitear liberdade provisória. As autoridades descrevem as acusações como homicídio de vítimas desarmadas, supostamente sob controle da ADF.

Contexto

Em 2018, denúncias de jornalismo investigativo associaram o militar a supostos assassinatos de prisioneiros afegãos. Relatos indicaram participação em episódios de violência contra civis, que foram alvo de críticas públicas.

Um processo por difamação movido por Roberts-Smith contra veículos de imprensa foi julgado, em 2023, com decisão de que parte das alegações era provável. As novas acusações exigem prova além da dúvida razoável em tribunal criminal.

Entre 2001 e 2021, cerca de 40 mil militares atuaram no Afeganistão; 41 pessoas morreram em serviço. Até hoje, 53 investigações sobre crimes de guerra foram abertas, 39 encerradas sem acusações.

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