- O primeiro-ministro britânico Keir Starmer pediu maior colaboração com a Europa em defesa para reduzir a dependência da OTAN em relação aos Estados Unidos, durante a Conferência de Segurança de Munique.
- Ele defende uma NATO mais europeia e mais autonomia europeia em segurança, mantendo os EUA como aliado indispensável, mas com maior compartilhamento de encargos.
- Starmer pediu uma nova abordagem para aquisição de defesa para evitar duplicação e disse que a base industrial de defesa europeia é um “gigante adormecido” pela fragmentação.
- O líder trabalhista busca reaproximação com a União Europeia desde que assumiu, considerando a abertura para uma nova versão do SAFE e explorando outras formas de cooperação em defesa.
- O discurso ressalta o apoio europeu à Ucrânia e afirma que não há segurança britânica sem a europeia, nem europeia sem a britânica.
Britain intensificará a cooperação em defesa com a Europa para reduzir a dependência de Washington na OTAN, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer neste sábado, durante a Conferência de Segurança de Munique.
Segundo a fala preparada, Starmer defende maior integração da indústria de defesa europeia e um modelo de segurança europeu com autonomia, sem abrir mão dos vínculos com os EUA. O objetivo é repartir melhor as responsabilidades.
A proposta aponta para uma nova forma de aquisição de defesa para evitar duplicação entre países europeus, descrevendo o continente como um “gigante adormecido” que pode crescer com uma base industrial mais integrada.
Starmer tem tentado reabrir relações com a União Europeia desde que assumiu o governo em 2024, quatro anos após a saída britânica. Ele também lidera apoios à Ucrânia diante da invasão russa.
O premiê analisa, porém, que a Grã-Bretanha não está isolada da UE. Em 2025-2026, as negociações sobre participação no SAFE europeu foram interrompidas, e Starmer mostra abertura a uma nova versão do fundo.
O líder trabalhista afirmou que “não somos a Grã-Bretanha dos anos do Brexit” e que retornar ao isolamento significaria ceder o controle sobre a segurança britânica, reforçando que há vínculo indispensável com a Europa.
Contexto regional
- Ações de Starmer ocorrem no momento em que a Europa discute sua autonomia de defesa sem abandonar alianças com os EUA.
- O foco é reduzir o peso da dependência de Washington na estratégia de defesa do continente.
- A fala reforça a linha de coordenação europeia, inclusive no apoio a Ucrânia, já em curso há anos.
Desdobramentos e próximos passos
- O governo britânico avalia caminhos para maior participação em estruturas de defesa europeias sem restauração completa de laços formais com a UE.
- Investimentos em indústria de defesa, compras conjuntas e padronização de tecnologias são citados como vias possíveis.
- A opinião pública e os parceiros europeus permanecem atentos a impactos em acordos comerciais e de segurança a longo prazo.
Entre na conversa da comunidade