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Palantir perde ação para obrigar revista suíça a publicar respostas

Palantir perde 22 de 23 pontos em ação contra revista suíça e é obrigada a publicar apenas um trecho de resposta, arcando com a maior parte dos custos processuais

The journalists argued Palantir’s legal action was prompted by a ‘failure narrative’ that the firm could not sell its products to Switzerland.
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  • Palantir perdeu vinte e dois de vinte e três pontos da ação judicial contra a revista suíça Republik, que pedia retratação sobre artigos sobre a rejeição de serviços pela suíça.
  • O tribunal comercial de Zurique rejeitou a maioria dos pedidos de resposta da empresa; apenas um trecho de um artigo teve retratação obrigatória.
  • O custo do processo ficou em 9.000 SFr, dos quais Palantir deverá arcar com 95%, além de 9.900 SFr em despesas processuais.
  • A investigação de um ano, publicada em dezembro, foi realizada pela Republik e pelo WAV e revelou que, após quase quatro anos na Suíça, a Palantir não conquistou contratos governamentais.
  • A empresa afirmou que é essencial ouvir os dois lados em debates sobre temas relevantes para a sociedade.

Palantir perde ação para obrigar revista suíça a publicar respostas a artigos sobre rejeição de seus serviços pelo governo local. A empresa de análise de dados moveu a disputa contra a revista independente Republik, e busca que respostas de Palantir apareçam nos textos. A decisão foi anunciada na última sexta-feira pelo tribunal comercial de Zurique. O objetivo era que a publicação incluísse contrarréplica com pontos apresentados pela companhia.

O tribunal rejeitou 22 dos 23 apontamentos apresentados pela Palantir e pela sua subsidiária suíça. Apenas um trecho de uma matéria teve resposta obrigatória, conforme a corte. Além disso, Palantir deverá arcar com a maior parte dos custos do processo: 95% de 9.000 francos suíços, mais 9.900 francos em despesas legais.

A investigação de um ano, publicada em dezembro, foi realizada pelo Republik em parceria com o WAV, um coletivo de pesquisa suíço. Segundo os jornalistas, o trabalho mostrou que, apesar de a companhia atuar na Suíça há quase quatro anos, não conquistou contratos governamentais no país. Essa narrativa levou à ação judicial.

Segundo os repórteres, entrevistas com executivos da Palantir foram feitas e uma lista de perguntas foi enviada antes da publicação. A empresa pediu uma contraparte detalhada que extrapolava o âmbito da investigação, o que foi considerado inadequado pelo editor, levando ao litígio. O caso investiga se houve tratamento diferenciado entre a matéria e o direito de resposta.

A exceção ocorreu em relação a uma afirmação do Republik, no artigo Why Palantir is becoming a risk for Switzerland, sobre o uso do Foundry para operações de contrainsurgência. A Justiça ordenou a publicação de uma breve contraparte da Palantir contestando essa alegação.

A Palantir informou, por meio de uma nota citada pelo Financial Times, que celebra a confirmação do direito de publicar uma contraparte. A empresa destacou que ouvir as duas partes é essencial para o debate público sobre temas relevantes.

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