- A sinergia de imprensa condenou o ataque de Pauline Hanson à repórter Sarah Martin da Guardian Australia; o primeiro-ministro Anthony Albanese pediu aos jornalistas que defendam a SBS e a ABC.
- Hanson chamou Martin de “trash” ao perguntar sobre a filha dela, Lee Hanson, que trabalha para um senador do One Nation em NSW e recebe cerca de $150.000 por ano.
- Hanson disse que Martin seria banida de futuros eventos, acusando-a de obsessão com Hanson e com a mecena Gina Rinehart; já havia sinalizado banir a ABC e a Guardian de coberturas.
- O sindicato afirmou que o ataque é pessoal e pediu que jornalistas se mantenham firmes ao reportar o interesse público, especialmente diante de ataques de políticos.
- Reações oficiais destacaram a importância da imprensa na democracia; Hanson tenta reduzir a atuação de veículos públicos, e especialistas alertam que isso enfraquece a confiança e a coesão social.
O Sindicato de Mídia condenou o ataque de Pauline Hanson à jornalista Sarah Martin, da Guardian Australia, após a fala da líder do One Nation no National Press Club, em Canberra. Hanson chamou Martin de desagradável por questionar a filha da congressista, Lee Hanson, sobre suposta atuação na NSW One Nation, enquanto trabalha na Tasmânia.
Martin havia revelado em fevereiro que Lee Hanson lidera a expansão do partido na Tasmânia, recebendo salário pago com recursos públicos de aproximadamente 150 mil dólares por ano. Hanson garantiu banir Martin de eventos futuros, alegando obsessão pela parlamentar e pela magnata Gina Rinehart.
O sindicato Media Arts and Entertainment Alliance qualificou o ataque como pessoal e antiburocrático, e alertou que tentativas de banir Guardian Australia e a ABC de coletivas de imprensa representam uma ameaça à liberdade de imprensa.
Reações
O primeiro-ministro destacou que excluir veículos de imprensa é erro estratégico, afirmando que as organizações de mídia cumprem papéis vitais na democracia. O presidente da galeria de imprensa do Parlamento reiterou a importância de questionar políticos e condenou as ameaças a jornalistas.
Hanson também sugeriu fechar a SBS e transformar a ABC em modelo de assinatura, com apenas alguns serviços regionais mantendo financiamento público. Especialistas ouvidos divergem, com aprovação de medidas que preservem fontes confiáveis de informação.
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