- Bitcoin subiu cerca de 3%, passando de $61.100 para acima de $63.400, após Trump adiar ataques ao Irã e sinalizar que um acordo de paz pode ser assinado neste fim de semana.
- O movimento ocorreu em meio a um rali de risco nas ações, com o S&P 500, Nasdaq e Dow registrando ganhos, o que diferenciou Bitcoin do ouro como refugio seguro.
- Mesmo com a alta, houve 13 sessões seguidas de saídas em ETFs de Bitcoin, totalizando $4,4 bilhões, a pior sequência de resgates desde o lançamento dos ETFs à vista em 2024.
- O Federal Reserve se reúne nos dias 16 e 17 de junho, com probabilidade próxima de manutenção da taxa; a comunicação futura é o principal fator a observar.
- Analistas apontam que a saída institucional persiste apesar da alta, e o desempenho dos altcoins (ETH, Solana, Cardano) ficou acima do de Bitcoin, sugerindo apetite de risco limitado até esclarecimentos do Fed.
Bitcoin sobe 3% após notícia de acordo de paz com o Irã, mas reunião do Fed deixa instituições cautelosas. A reação ocorreu em 11 de junho, quando a notícia de que Washington poderia assinar um memorando de entendimento ainda neste fim de semana, após Trump cancelar ataques, acelerou o movimento de risco no mercado.
O salto acompanhou a performance de ações: S&P 500 subiu 1,75%, Nasdaq avançou 2,5% e Dow teve ganho superior a 900 pontos. O comportamento da BTC neste episódio diverge do papel de ativo de proteção frente a crises, mostrando resiliência ao risco.
Movimentação no mercado de cripto
Altcoins tiveram ganhos maiores que o Bitcoin: ETH subiu cerca de 4%, Solana 6,8% e Cardano 6,6%. Esse perfil indica maior alavancagem de ativos com maior apetite de liquidez entre investidores institucionais, conforme as condições de risco se_normalizaram.
Saída de ETFs de Bitcoin
Em 13 sessões consecutivas, houve saída líquida de US$ 4,4 bilhões de ETFs de Bitcoin à vista, o pior registro desde o lançamento dos produtos em 2024. Fidelity (FBTC) concentrou parte do volume de venda, enquanto o IBIT registrou saídas expressivas em uma única sessão, em 5 de junho.
Contexto macro e próximo passo
Os títulos de dívida e o petróleo acompanharam o apetite por risco: o Brent caiu próximo de 90 dólares o barril, conforme o alívio na tensão marítima reduz o prêmio de risco macro. A retirada de risco com o Irã não elimina a pressão dos dados macro e da fala do Fed.
Foco no Fed e no que vem
O encontro do Federal Reserve está marcado para 16–17 de junho, com odds de manutenção da taxa já precificadas em 98%. O grande viés é a comunicação futura: se o Fed sinalizar cortes de juros, o fluxo de entradas pode se reverter mais rapidamente. Caso haja tom hawkish, o alívio com o acordo pode recuar rapidamente.
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