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Produtor brasileiro de café diz que nova safra não supera 2020; negócios travam

Safra de arábica de 2026 não deve superar 2020; compradores e cafeicultores divergem sobre preços, travando exportações

Plantação de grãos de café robusta em São Gabriel da Palha
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  • Produtores de café arábica de Minas Gerais não acreditam que a safra de 2026 supere 2020, mesmo com expectativa de grande produção no país.
  • Analistas projetam mais de 70 milhões de sacas de 60 kg no Brasil, mas executivos locais divergem, apontando que 2020 ainda é o melhor ano.
  • Cooperativas do sul de Minas e do Cerrado indicam início de colheita e mantêm a visão de boa produção, sem superar 2020.
  • A Cooxupé projeta recebimento de 6,8 milhões de sacas e exportações de 4,4 milhões de sacas em 2026, com estoques ainda sujeitos a variações.
  • O mercado permanece travado: compradores internacionais pagam menos do que o que produtores pedem, gerando atraso nas exportações e maior atuação no mercado interno.

A avaliação é de que a safra de café arábica de Minas Gerais para 2026 não deverá superar o recorde de 2020. Produtores das cooperativas do sul de Minas e do Cerrado apontam que o atual ciclo é promissor, mas não chega ao desempenho de 2020, em especial no arábica. As estimativas oficiais ainda variam conforme o grupo consultado.

Mesmo com a perspectiva de uma safra brasileira robusta, há um entrave: compradores internacionais não aceitam os preços pedidos pelos cafeicultores. A diferença entre o que é ofertado pelas cooperativas e o que é aceito pelo mercado externo vem travando negócios, segundo representantes ouvido pela Reuters durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A produção brasileira deve, segundo consultorias, superar 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano. A Conab também aponta recorde, mas dentro de patamar histórico considerado menor que o pico de 2020. A percepção entre cooperativas é de que o maior volume não elimina as dificuldades de negociação.

Perspectivas de cooperativas

Jacques Miari, presidente da Cocatrel, afirma que 2020 continua sendo o melhor ano já observado pela cooperativa de Três Pontas. Ele diz que não acredita em superação de 2020 em 2026. A bianualidade positiva de 2020 é citada como referência.

Joaquim Frezza, gestor comercial da Coocacer, concorda que a safra inicial sugere boa produção, mas não deve igualar 2020. Ele aposta em equiparação com 2020, em vez de superação.

Luiz Fernando dos Reis, superintendente comercial da Cooxupé, afirma haver projeção de recorde agregado para arábica e robusta. No arábica, no entanto, não há indicação de volume maior do que 2020 ainda. A Cooxupé mantém previsões de recebimento e exportação.

Mercado e precificação

A Cooxupé projeta exportações de 4,4 milhões de sacas em 2026, cerca de 500 mil menos que o ano anterior. Os embarques do segundo semestre poderiam compensar parte da queda, mas o início do ano foi fraco. O recebimento previsto é de 6,8 milhões de sacas, aumento de aproximadamente 800 mil frente a 2025.

Reis afirma que o setor observa produção maior de forma geral, mas as negociações seguem lentas. O produtor estaria vendendo com maior cautela após picos recentes de preço.

Para Miari, há descompasso entre o preço de exportação e o que o produtor pretende obter pelo café. Ele ressalta que o mercado externo não está funcionando bem para as exportações no momento.

Chico Pereira, gerente de comercialização da Cocatrel, explica que o volume de comerciantes presentes no evento em Santos não se traduz em negócios firmes. Segundo ele, a difusão entre preço pago ao produtor e o bid externo deixa as operações engatadas.

Pereira aponta ainda que diferenças entre o preço de referência da bolsa de Nova York e o valor oferecido aos produtores impedem negócios. A cooperativa sustenta que a margem está estreita para exportação neste momento.

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