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Ações globais perdem terreno com queda de techs e atenção ao Oriente Médio

Mercados globais recuam com queda de techs; petróleo recua e investidores monitoram avanços nas negociações de paz no Oriente Médio

Ações globais nesta terça-feira (19) de maio de 2026
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  • As ações globais recuaram, com futuros do Nasdaq 100 caindo 0,5% e do S&P 500 em queda de 0,3%, refletindo pressão sobre papéis de tecnologia.
  • Na Ásia, o Kospi caiu, enquanto na Europa o Stoxx 600 subiu 0,7%, liderado por setores de mídia e serviços financeiros.
  • O rali impulsionado por investimentos em inteligência artificial perdeu força, com moderada recuperação de setores de saúde após semanas de fraqueza.
  • Brent atingiu perto de US$ 110 por barril após Trump dizer ter havido “discussões muito importantes com o Irã”; os Treasuries tiveram desempenho misto e o dólar subiu 0,3%.
  • Outros destaques: gestores elevam exposição a ações para o maior nível já registrado em um único mês; queda nas ações de semicondutores é citada como motivo de realização de lucros.

As ações globais voltaram a cair nesta terça-feira, com o recuo puxado pelos papéis de tecnologia. Futuros do Nasdaq 100 caíram 0,5% e os do S&P 500 recuaram 0,3%, em meio a avanços observados nos preços do petróleo e ao desempenho irregular dos Treasuries. No câmbio, o dólar avançou 0,3%.

O humor dos mercados permaneceu sensível a sinais vindos da geopolítica e de pesquisas sobre a viabilidade de acordos de paz no Oriente Médio. Na Ásia, o índice Kospi caiu, enquanto na Europa o Stoxx 600 chegou a subir 0,7%, puxado pelos setores de mídia e serviços financeiros.

Os movimentos recentes indicam uma leitura de que a alta anterior de ações impulsionada por apostas em IA pode estar cedendo fôlego. Analistas apontam que ganhos de fabricantes de semicondutores foram intensos, gerando eventual realização de lucros e dúvidas sobre a monetização da IA. Em relação a ativos de renda fixa, bonds com prazo longo registraram performances distintas, e o petróleo recuou após comentários sobre negociações diplomáticas.

Desdobramentos do dia

Gestores de fundos ampliaram exposição a ações em março, apontam dados do Bank of America, atingindo a maior posição comprada desde 2022. O comportamento sugere ajuste de carteiras frente a novos cenários de juros e a incerteza sobre o andamento da paz no Oriente Médio.

Entre os destaques de mercado, o Brent caiu cerca de 1,5% para perto de US$ 110 o barril, com declarações do presidente dos EUA sobre discussões com o Irã influenciando o sentimento. Nos Treasuries, o desempenho foi misto, com recuos em parte da curva, enquanto títulos europeus oscilaram entre ganhos e perdas.

Destaques da manhã

A agenda mostrou ainda apostas sobre o patamar de 5,5% para os yields de 30 anos nos EUA, após leitura de 5,16% em patamar próximo ao maior nível desde 2007. Investidores acompanham a evolução das negociações diplomáticas e o impacto sobre o petróleo e o custo de capital global.

O cenário segue incerto, com investidores buscando sinais de quando o conflito no Oriente Médio pode contribuir para reduzir pressões inflacionárias e favorecer o crescimento econômico. As atenções permanecem voltadas aos desdobramentos geopolíticos, ao desempenho setorial das techs e às respostas do mercado de commodities.

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