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Ex-trader de Wall St compra controle na Argentina por US$1 e mira virada

Ex-trader de Wall Street assume controle da Celulosa Argentina por US$ 1 e negocia com credores para reestruturar a empresa

(Fonte: Bloomberg)
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  • Esteban Nofal assumiu o controle da Celulosa Argentina no final do ano passado por US$ 1 e está negociando com credores, com aporte de capital para reestruturar a empresa.
  • A Celulosa Argentina pediu proteção contra falência, e Nofal aponta que o negócio pode se recuperar apesar dos riscos da economia sob o governo de Milei.
  • O investidor busca expansão a médio e longo prazo, aproveitando o momento de maior atividade em setores como petróleo e mineração na Argentina.
  • Antes, Nofal participou da recuperação da Vicentin SAIC, adquirindo dívida e ajudando a recuperar ativos, incluindo a maior fábrica de processamento de soja do mundo.
  • Segundo ele, a economia e a valorização da moeda pesam sobre a viabilidade dos negócios, mas há oportunidades em empresas de médio e pequeno porte ligadas ao setor de óleo e gás.

Esteban Nofal assumiu o controle acionário da Celulosa Argentina ao final do ano passado, após a empresa pedir proteção contra falência. O negócio foi fechado por US$ 1, e o grupo do investidor negocia com credores enquanto injeta capital para reestruturar a companhia.

Nofal, ex-trader da Wall Street ligado a Oppenheimer e Morgan Stanley, diz que a autodenominada oportunidade de fazer negócio em queda pode gerar valor no longo prazo. Em entrevista à Bloomberg News, ele afirmou que foi decisivo agir com rapidez.

O presidente argentino, Javier Milei, tem promovido reformas de livre mercado que estimulam setores como petróleo e mineração, mas afetam também empresas com dificuldades operacionais, como a Celulosa. A empresa busca ampliar liquidez e viabilidade.

Contexto econômico e empresarial na Argentina

Ainda segundo a reportagem, Milei contribui para um ciclo de maior fluxo de negócios em setores estratégicos, ao mesmo tempo em que aumenta riscos macroeconômicos para companhias manufatureiras. A taxa de desemprego atingiu 7,5% no fim do ano passado.

Nofal já esteve envolvido em operações de maior adesão a ativos problemáticos, incluindo a Vicentin, caso anterior marcado por uma dívida em dólar e recuperação de ativos. A estratégia atual envolve compra de ativos a preço baixo e reposicionamento financeiro.

Operação com a Celulosa Argentina

O acordo com a Celulosa permitiu que o investidor assuma o controle em uma empresa centenária, enfrentando um pedido judicial de proteção e negociação com credores. O grupo dele tem avaliado expansão e melhoria de capital, além de avaliar o portfólio e cadeia de suprimentos.

Nofal afirma que agilidade é essencial na Argentina para fechar acordos com credores e parceiros. Ele ressalta que o mercado local requer decisões rápidas, especialmente em operações de private equity em economias instáveis.

A entrevista também destaca que, embora haja perspectivas de recuperação, fatores como volatilidade cambial impactam o desempenho de empresas exportadoras e de manufatura. Nofal observa que o câmbio é um desafio para a rentabilidade da Celulosa.

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