- O Federal Reserve manteve a taxa de juros em 3,50% a 3,75% nesta quarta-feira, 18 de março.
- A decisão ocorre em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã, com o mercado igualmente atento aos impactos econômicos.
- Os preços do petróleo subiram para 108 dólares por barril, antes da divulgação da decisão, e a gasolina nos EUA também avançou.
- As novas projeções mostram apenas um corte de juros neste ano, inferior ao esperado, com queda de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.
- A inflação prevista pelo Fed termina o ano em 2,7%, o desemprego fica em 4,4% e o crescimento é estimado em 2,4% neste ano; o dissidente Stephen Miran votou a favor de um corte.
O Federal Reserve (Fed) manteve as taxas de juros em 3,50% a 3,75% nesta quarta-feira (18). A decisão ocorreu após a eclosão do conflito entre EUA e Irã, e a divulgação de perspectivas econômicas. O mercado já esperava o resultado.
A decisão foi anunciada em meio a um ambiente de volatilidade. Preços do petróleo saltaram para cerca de US$ 108 o barril, antes da divulgação, com impactos nos custos de energia e em setores sensíveis à inflação. Dados de inflação também apontaram pressões no atacado.
A declaração do Fed indicou que a política monetária permanece vigilante diante do conflicto no Oriente Médio, cuja evolução causa incertezas para a economia. O Fed sinaliza dificuldades de ajustar a inflação sem frear o crescimento.
Projeções
As projeções mostram inflação mais alta, desemprego estável e apenas um corte adicional este ano. A taxa básica final seria reduzida em apenas 0,25 ponto, sem indicação de quando ocorreria o recuo.
A inflação medida pelo índice preferido do Fed deve encerrar o ano em 2,7%, acima da meta anterior de 2,4%. O petróleo em alta contribui para esse cenário de preços mais elevados.
A previsão de crescimento fica em 2,4% para 2026, com desemprego estável em 4,4%. O Fed mantém expectativa de queda de juros ao longo do ano, mirando trajetória compatível com a meta de inflação de 2%.
Um dissidente, o diretor Stephen Miran, votou contra a manutenção da taxa, defendendo um corte na taxa de juros. O restante dos formuladores votou pela manutenção na faixa atual.
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