- KNCR11, fundo da Kinea, levantou R$ 3,18 bilhões na 12ª emissão de cotas, elevando o patrimônio sob gestão para R$ 11 bilhões, com 42.865 investidores.
- A emissão envolveu 30,5 milhões de novas cotas a R$ 101,71 cada, com lote adicional.
- Foi a maior captação já realizada pela Kinea na área imobiliária e a maior entre fundos listados na B3.
- A carteira é atrelada ao CDI, com concentração em escritórios e shoppings; há prevista expansão gradual para logística e operações de maior porte.
- O gestor Flávio Cagno destacou que o fundo mantém crédito imobiliário pós-fixado, ativos de qualidade e baixo nível de alavancagem, sem inadimplência relevante desde 2012.
O KNCR11, fundo de CRIs da Kinea Investimentos, levantou R$ 3,18 bilhões em sua 12ª emissão de cotas e chegou a R$ 11 bilhões sob gestão. A operação aconteceu em um momento de captação expressiva no mercado de FIIs. A gestora destacou o marco como o maior aporte já realizado pela própria Kinea na área imobiliária e o maior entre os fundos listados na B3.
Ao todo, foram emitidas 30,5 milhões de novas cotas, a R$ 101,71 cada, com um lote adicional que ampliou o volume inicial. Participaram do processo 42.865 investidores, em sua maioria pessoas físicas. A oferta reforçou o papel do KNCR11 dentro da carteira de crédito imobiliário da Kinea.
Emissão e números
A operação colocou o KNCR11 entre os maiores emissores da Kinea, respondendo por quase metade dos R$ 27 bilhões que a gestora administra em fundos de crédito imobiliário. A estratégia do fundo segue investindo em CRIs atrelados ao CDI, com diversificação entre lajes corporativas, shopping centers, logística e projetos residenciais.
A concentração atual está em escritórios e shoppings, mas há previsão de ampliar exposição a ativos logísticos e operações estruturadas de maior porte, com foco em tiqueetes mais robustos e transações complexas. A gestora ressaltou o histórico de crédito sólido do veículo desde o lançamento, em 2012.
Perfil e perspectivas
A gestão ressalta que, mesmo diante de cenários de queda de juros, o crédito imobiliário atrelado ao CDI permanece atrativo, com spreads estáveis e ambiente de risco controlado. Flávio Cagno, sócio e gestor da Kinea, disse que o fundo mantém a proposta de ativos de qualidade, com parceiros robustos e baixa alavancagem, o que sustenta a defensividade do portfólio.
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