- Bitcoin ficou próximo de US$ 75 mil, após cair abaixo de US$ 76 mil no fim de semana, em meio a volatilidade de metais e mercados de risco.
- Ouro e prata passaram por forte movimento; prata registrou queda acentuada, enquanto o ouro seguiu pressionado após a queda de sexta-feira.
- Sinais de aversão ao risco levaram ações da Ásia a recuar, com o MSI Asia-Pacific ex-Japão caindo 0,7% e a Coreia do Sul cedendo 1,0%; o Japão, porém, subiu 0,7% com pesquisas indicando vantagem do Partido Liberal Democrata nas próximas eleições.
- O petróleo caiu cerca de 3% após comentário de Trump sobre Iran, que os operadores interpretaram como redução do risco de intervenção militar; o Irã continua como fator geopolítico.
- Expectativa de resultados corporativos e decisões de bancos centrais sustentam o movimento, com o dólar firme e futuros de ações nos EUA e na Europa recuando; o calendário inclui decisões do Banco da Austrália, do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.
Bitcoin recuou a cerca de US$ 75 mil na abertura do continente asiático nesta segunda-feira, após ter caído abaixo de US$ 76 mil no fim de semana. O movimento acompanha volatilidade recente nos metais e no ambiente de risco, com investidores atentos a uma semana cheia de resultados, reuniões de bancos centrais e dados econômicos.
Mercados de ações da região recuaram em sequência com a abertura de Wall Street, enquanto traders digerem o choque de metais na sexta-feira e se preparam para a agenda intensa. O índice MSCI de ações Asia-Pacífico excluindo o Japão caiu 0,7%, e a Coreia do Sul recuou 1,0%. O Japão, porém, ficou entre os destaques positivos, com o Nikkei 225 subindo 0,7%.
Metais sob pressão e petróleo em baixa
O humor nas commodities permaneceu volátil. A prata caiu mais 5% em meio a uma correção após uma forte queda de sexta-feira, que apertou posições alavancadas em um trade já congestionado. O ouro seguiu sob pressão após a maior queda diária desde 1983. O petróleo caiu quase 3%, em parte reagindo a declarações sobre negociações entre EUA e Irã.
Futuros, juros e agenda de resultados
As moedas acompanharam a trajetória, com o dólar firme após a nomeação de Kevin Warsh como futuro presidente do Federal Reserve, anunciada por Trump. O mercado vê o especialista com perfil menos propenso a cortes rápidos de juros e mais voltado para o equilíbrio da balança do banco central.
Futuros de ações europeias e norte-americanos operaram em queda leve, com S&P 500 futuro e Nasdaq futuro recuando. A programação inclui resultados de Alphabet, Amazon e AMD, além de atenção aos próximos passos em gastos com IA.
O radar também fica voltado para reuniões de política monetária: Banco da Reserva da Austrália, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra estão na agenda, com expectativa de ajuste de juros. No radar macro, há dados de PMI de manufatura de Japão, Coreia do Sul e Taiwan, além de inflação na Indonésia e no Paquistão. A Malásia permanece fechada.
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