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SoftBank reduz investimentos no Brasil, diante de nova estratégia global

SoftBank reduz apostas na América Latina, sinalizando nova régua do venture capital impulsionada pela IA e maior maturidade exigida das startups

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  • O SoftBank diz encontrar cada vez menos startups na América Latina capazes de receber aportes superiores a US$ 50 milhões, mantendo apenas quatro ou cinco potenciais investimentos na região e realizando apenas dois nos últimos dois anos.
  • A mudança ocorre em meio à profunda reorientação do capital de risco para projetos de IA, infraestrutura computacional e aplicações globais, com o SoftBank direcionando mais recursos a ativos de IA.
  • A região continua enfrentando desvantagens estruturais: menos infraestrutura avançada, menos especialistas em IA e menor financiamento para projetos de longo prazo em comparação com os EUA e a Ásia.
  • O Brasil segue como principal destino de investimentos na região, com exemplos como Nubank, QuintoAndar e Creditas, mas os próximos unicórnios precisarão competir em um cenário muito mais exigente, com foco em tecnologia proprietária e dados exclusivos.
  • O mercado de investimentos em startups da América Latina caiu de cerca de US$ 16 bilhões em 2021 para US$ 4,3 bilhões em 2025, refletindo uma mudança de ambiente macroeconômico e de critérios de excelência no setor.

A Nova Régua do Capital: Por que o SoftBank está investindo menos no Brasil

O SoftBank, que investiu bilhões na América Latina, afirma que há cada vez menos startups aptas a receber grandes aportes. Executivos dizem que o problema não é dinheiro, mas a maturidade das empresas na região, especialmente para cheques acima de US$ 50 milhões.

Alex Szapiro, responsável pelas operações do SoftBank no Brasil, disse que a carteira latino-americana ficou mais restrita. O grupo avalia apenas quatro ou cinco potenciais negócios na região e fez apenas dois novos investimentos nos últimos dois anos.

Essa leitura substitui a antiga lógica de investimento por uma nova realidade impulsionada pela IA. A mudança envolve priorizar modelos de IA, infraestrutura computacional e aplicações com escala global, refletindo uma estratégia global do SoftBank sob Masayoshi Son.

Transformação do ecossistema

A geografia do capital de risco passou a privilegiar negócios com vantagem tecnológica difícil de reproduzir. A América Latina fica atrás de Estados Unidos e Ásia em infraestrutura de pesquisa, IA e financiamento de longo prazo, segundo Szapiro.

Entre os números, o investimento total em startups latino-americanas atingiu US$ 16 bilhões em 2021, mas caiu para US$ 4,3 bilhões em 2025, conforme dados da Lavca. O Brasil permanece como principal destino de recursos na região.

O país abriga nomes como QuintoAndar, Creditas e Nubank, que mostram que é possível escalar com sucesso. No entanto, a próxima geração de startups precisa competir em um ambiente mais exigente e tecnológico.

A mudança de critérios não se limita a um único investidor. O recado do SoftBank ajuda a entender a evolução do mercado e da avaliação de projetos inovadores, com foco em tecnologia proprietária, dados exclusivos e aplicações com potencial global.

O que está em jogo é a redefinição dos padrões de excelência do mercado de venture capital, não apenas a estratégia de uma gestora específica. As decisões futuras poderão influenciar a dinâmica de captação e o ritmo de novas empresas no Brasil.

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