- A Nvidia pode chegar a um valor de mercado próximo de US$ 10 trilhões nos próximos anos, impulsionada pela demanda por IA além das GPUs tradicionais.
- A expansão inclui IA soberana, com receitas de projetos governamentais acima de US$ 30 bilhões no ano fiscal de 2026, fortalecendo contratos com governos e grandes nuvens.
- A adoção de inferência em larga escala e a arquitetura Vera Rubin devem aumentar eficiência e demanda por capacidade computacional.
- A linha de CPUs Vera amplia o mercado endereçável para US$ 200 bilhões, com previsão de quase US$ 20 bilhões em receitas de CPUs neste ano.
- Cenários de crescimento indicam receita de cerca de US$ 680 bilhões em 2029, com compressão do múltiplo de preço, potencial queda do P/L para 24,1 vezes e possibilidade de valorização acima de US$ 390 por ação, embora haja risco geográfico, especialmente relacionado ao mercado chinês.
A Nvidia pode chegar a uma avaliação próxima de US$ 10 trilhões, impulsionada pela demanda por IA. A análise aponta que clientes adotam sistemas que unem computação, redes, software e serviços, ampliando participação nos investimentos em infraestrutura de IA. A atuação se estende a CPUs, com planos para competir com AMD e Intel.
O impulso vem de dois pilares. Primeiro, a transição do treinamento de IA para a inferência em escala, com custos menores por uso. A Nvidia destaca a eficiência de sua arquitetura Vera Rubin para aumentar desempenho com menor consumo. Segundo, a IA soberana, com governos buscando capacidades locais para dados sensíveis.
A empresa já vê relevância de mercados governamentais e clientes de nuvem, com projetos de IA soberana atingindo receita superior a US$ 30 bilhões no ano fiscal de 2026. O ecossistema CUDA fortalece a fidelização, dificultando migrações para plataformas concorrentes.
Perspectivas de receita e valuation
Analistas estimam crescimento de 80% neste ano e 40% no seguinte, com possibilidade de US$ 680 bilhões de faturamento em 2029. O múltiplo P/L pode recuar de 32,1x para 24,1x conforme aceleram as mudanças, impactando a cotação das ações.
Mesmo com a compressão do múltiplo, o aumento de lucros pode sustentar alta relevante. A projeção aponta lucro líquido próximo de US$ 395 bilhões, ante US$ 159,6 bilhões atuais, levando a valorização potencial de cerca de 85%.
O papel das CPUs Vera e riscos geográficos
A linha de CPUs Vera pode ampliar o mercado endereçável para até US$ 200 bilhões, com possível receita de quase US$ 20 bilhões neste ano. Combinada à demanda por GPUs, a Nvidia amplia seu espaço nos data centers.
Um risco relevante é a ausência de projeções de receita vinda do mercado chinês de data centers. A empresa aponta ainda incertezas sobre remessas autorizadas para clientes na China, o que pode afetar estimativas futuras.
Viabilidade e cautela
Para manter a tese, o crescimento precisa estabilizar em patamares próximos de 46%. O cenário considera redução do P/L como ajuste de mercado, não falha na valorização. Caso o crescimento surpreenda, a compressão pode ser revertida.
A análise avalia que a combinação de GPUs, redes, software e CPUs Vera sustenta o potencial de crescimento, mesmo diante de incertezas externas. O relatório completo foi originalmente publicado pela Forbes.
Fonte: Forbes.
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