- Nubank nomeou Rob Livingston como novo diretor financeiro, substituindo Guilherme Lago, que passará a conselheiro especial da diretoria executiva.
- As ações da Nubank caíram mais de 10% em Nova York, atingindo mínima intradiária desde abril do ano passado, após o anúncio da troca no comando financeiro.
- O Nubank planeja expandir além da América Latina, começando pelos Estados Unidos; a estratégia de curto prazo continua centrada no Brasil, México e Colômbia.
- Bank of America reduziu a recomendação das ações para underperform, com alvo de US$ 10, citando incerteza de timing e mudanças recentes na liderança.
- Analistas do BTG Pactual seguem pessimistas quanto a incertezas sobre expansão, qualidade dos ativos e margens, mas mantêm visão de longo prazo para o Nubank, com ressalvas sobre o momento.
O Nubank nomeou Rob Livingston, dos EUA, como novo diretor financeiro, substituindo Guilherme Lago, que ocupava o cargo desde 2021 e passa a conselheiro especial da diretoria. Livingston vinha da Visa, onde era CFO para a América do Norte.
A nomeação ocorre em um momento em que o banco digital planeja ampliar operações além da América Latina, iniciando pelos Estados Unidos. O CEO David Velez afirmou que a estratégia de curto prazo segue firme, com foco no Brasil, México e Colômbia, e a internacionalização como meta de longo prazo.
A reação do mercado foi rápida. Em Nova York, as ações do Nubank chegaram a despencar mais de 10% no pregão de ontem, com queda intradiária mínima desde abril do ano passado. Na RB, por volta de 12h30, o papel caía 7,31%, a US$ 12,04.
A mudança na diretoria também impactou analistas. O Bank of America reduziu a recomendação para underperform, elevando a percepção de incerteza sobre a gestão e a execução da estratégia. O preço-alvo foi reduzido de US$ 16 para US$ 10.
O Nubank já havia visto saídas de executivos nos últimos períodos, como a de Yousseff Lahrech, ex-presidente e diretor de operações, em maio de 2025. A troca de Lago pelas mãos de Livingston adiciona mais um elemento de incerteza sobre a direção da empresa.
Analistas do BTG Pactual destacaram o currículo de Livingston, especialmente na área internacional, mas ressaltaram o momento de anúncio e as preocupações com a expansão internacional e a qualidade dos ativos. A instituição mantém visão de compra, mas com cautela.
Mesmo com a ressalva sobre o cenário, o BTG reforçou que o Nubank permanece visto como um potencial vencedor de longo prazo na América Latina. No momento, porém, a gestão enfrenta dúvidas sobre qualidade de crédito, margens e visibilidade de lucros.
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