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Bonds da Raízen sobem com termos do acordo de reestruturação extrajudicial

Títulos em dólar da Raízen sobem após divulgação de documentos do plano de reestruturação extrajudicial, enquanto avança venda de ativos e extensão de licença Shell

O rendimento dos títulos Raizen dispara com o aumento das pressões financeiras.
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  • Os bonds em dólar da Raízen reagiram forte a documentos sobre o plano de reestruturação extrajudicial, ainda sem acordo formal com credores.
  • Os documentos divulgados com grupos de credores contêm projeções e termos da reestruturação que permanecem sujeitos a negociações e aprovações, e não representam orientação oficial da companhia.
  • Títulos com vencimento em 2032 subiram mais de 4 centavos de dólar; as ações da Raízen chegaram a cair até 21%.
  • A empresa segue avançando com desinvestimentos, incluindo venda de ativos de combustíveis na Argentina, esperada para os próximos meses, e conversas sobre venda de usinas de cana com capacidade de moagem entre 10 e 15 milhões de toneladas.
  • A Raízen registrou consumo de caixa de R$ 3,3 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, sem considerar operações na Argentina, e planeja extender o licenciamento da marca Shell com pagamentos de royalties trimestrais.

Os bonds em dólar da Raízen dispararam após a divulgação de documentos ligados ao plano de reestruturação extrajudicial. As informações indicam que a empresa acelera as negociações com credores para fechar um acordo. O fato ocorreu após a divulgação de documentos na última quarta-feira (27) e na quinta-feira os títulos seguiram reagindo. Ainda não houve acordo formal.

Os papéis avançaram ao longo da curva, com destaque para os vencimentos em 2032, que subiram mais de 4 centavos de dólar, segundo a Trace. Em contrapartida, as ações da companhia chegaram a cair 21% no pregão. A divulgação enfatiza que os documentos não representam guidance oficial.

Desinvestimento e negociações com credores

A Raízen informou que avança com um processo de desinvestimento em ativos diversificados. A assinatura de um acordo para a venda de ativos de combustíveis na Argentina é esperada para os próximos meses. Também há conversas com múltiplos interessados sobre a venda de usinas de cana com capacidade de moagem entre 10 e 15 milhões de toneladas.

Segundo os documentos, a empresa registrou consumo de caixa de R$ 3,3 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, desconsiderando operações na Argentina. Os termos propostos incluem a extensão do contrato de licenciamento da marca Shell, com pagamentos de royalties trimestrais durante a vigência das licenças.

Fontes principais do processo indicam que as negociações seguem em andamento com credores, sem confirmação de valor ou cronograma definitivo. Não há informações sobre datas de votação ou aprovação final por parte dos credores.

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