- Regiões fora dos EUA, Reino Unido e China cresceram de 17% para 24% do mercado de arte entre 2015 e 2025.
- O aumento de regulações protecionistas, como Brexit e tarifas, pressiona o comércio de arte, especialmente obras contemporâneas, e alimenta inflação.
- Sinais de deglobalização trazem vencedores e perdedores regionais: Coreia do Sul e Suíça cresceram; Japão e Austrália mostraram avanço em 2024.
- Um mundo multipolar cria oportunidades: mais galerias atuando em suas cidades, com exemplos em Bangkok, Varsóvia, Margate e Qatar.
- Nos EUA permanece a maior fatia (cerca de 44%), mas a regionalização pode ganhar espaço dentro do país, reduzindo a dependência de Nova York.
O mercado de arte fora das três maiores praças globais aumentou sua participação. Segundo o Art Basel & UBS Art Market Report, regiões além dos EUA, Reino Unido e China cresceram de 17% em 2015 para 24% em 2025.
O afluxo ocorre com a intensificação de regulações protecionistas, como Brexit e tarifas, que freiam o comércio de obras, especialmente as contemporâneas. A inflação também é citada como efeito colateral dessas políticas.
Além disso, o relatório aponta sinais de que a desconexão global pode criar vencedores e perdedores regionais. Suíça e Coreia do Sul ampliaram seus mercados, e Japão e Austrália mostram alta em 2024.
Panorama regional
O mundo passa a ser mais multipolar. Nos EUA, a fatia do mercado permaneceu em 44% na temporada recente, perto do pico de 45% em 2022, embora Londres e Pequim tenham perdido participação.
Mesmo com esse movimento, há potencial de regionalização dentro dos EUA, com cidades como Los Angeles, Houston e Chicago ganhando peso, reduzindo a pressão sobre Nova York e o custo de vida.
Conflitos geopolíticos, como a tensão no Estreito de Hormuz, levantam a possibilidade de mudanças estratégicas. Economias menores podem ganhar impulso de curto prazo, mas podem sofrer com a redução de investimento externo a longo prazo.
Perspectivas e impactos
A aposta é por mercados locais fortalecidos, mais produção regional e maior uso de tecnologia para reduzir deslocamentos. A visão é de uma indústria mais sustentável e menos dependente de grandes leilões em Nova York.
A próxima temporada de leilões em Nova York é considerada um ponto de inflexão para o ecossistema artístico. O cenário aponta para ajustes de valores, fechamento de negócios e mudanças de estratégia entre galerias, curadores e instituições.
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