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Mineradoras de tungstênio: onde investir após rali de 500%, dizem analistas

Mercado de tungstênio permanece volátil e sujeito a riscos geopolíticos; Almonty Industries e o ETF da VanEck surgem como principais vias de exposição

Apesar das oportunidades, há riscos operacionais, segundo analistas, como atrasos em projetos de mineração
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  • O tungstênio segue em alta, com preços próximos de US$ 2.250 por tonelada, impulsionados por um suposto superciclo e desequilíbrio entre oferta e demanda.
  • A China responde por cerca de oitenta por cento da produção global e restringe exportações, contribuindo para escassez, queda de estoques e alta de preços.
  • Não há um mercado futuro padronizado nos Estados Unidos, o que reduz liquidez; investir por meio de mineradoras especializadas é visto como caminho mais eficiente.
  • Entre as opções, a Almonty Industries (ALM) é citada como principal produtora ocidental fora de zonas de conflito, com a mina Sangdong, na Coreia do Sul, prevista para operar em 2026 e responder por cerca de quarenta por cento do fornecimento global fora da China.
  • Outra alternativa é o ETF VanEck Rare Earth and Strategic Metals (REMX), que reúne empresas com receita dominante em terras raras e metais estratégicos, mas o setor continua volátil e sujeito a riscos operacionais e geopolíticos.

O tungstênio, conhecido como wolfrâmio, consolida em 2026 um papel estratégico entre os minerais críticos. O preço chegou a US$ 2.250 por tonelada, sustentado por um superciclo impulsionado pela demanda diante de desequilíbrios de oferta, segundo Paula Chaves, da GH Trading, apurada pela Bloomberg Línea.

A ausência de um mercado futuro padronizado nos EUA reduz a liquidez do ativo. A China responde por cerca de 80% da produção global e tem utilizado cotas de exportação mais restritas, elevando pressões de preço e destacando o tungstênio para usos industriais e de defesa.

Entre os fatores de demanda estão setores como defesa, veículos elétricos, semicondutores e aeroespacial. Embora haja menção de uso militar, 50% a 60% da demanda permanece ligada à indústria, o que confere ao insumo uma base de consumo estável a longo prazo.

Riscos e alternativas de investimento

Segundo a analista, a exposição mais eficiente ao metal ocorre via ações de mineradoras especializadas. A ausência de mercado futuro aumenta a volatilidade e dificulta padronizar o ativo. A Almonty Industries (ALM) surge como principal produtora ocidental fora de zonas de conflito, com foco na mina de Sangdong, na Coreia do Sul, prevista para entrar em operação em 2026.

A operação de Sangdong pode responder por até 40% do fornecimento global fora da China. A empresa também possui contratos no setor de defesa dos EUA, em cenário de possível restrição ao tungstênio chinês a partir de 2027. Em dias recentes, as ações recuaram cerca de 16% frente a ganhos anteriores, por ajuste de lucros.

Outra via citada é o ETF REMX da VanEck, que agrega empresas com pelo menos metade da receita ligada a terras raras e metais estratégicos. Ainda assim, o investimento é volátil, sujeito a correções rápidas e a riscos operacionais, como atrasos em projetos ou diluição de capital.

Perspectivas do mercado

O mercado permanece com alta volatilidade, mas com fundamentos que sustentam a demanda de longo prazo. A orientação de analistas aponta déficit estrutural persistente em 2026, mantendo o tungstênio sob pressão de preços e de restrições geopolíticas.

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