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Mona Khalil deixa a segurança na Europa para proteger tartarugas no Líbano Sul

Conservacionista Mona Khalil, guardiã das tartarugas em Mansouri, morre após ataque israelense; seu trabalho de proteção à vida marinha persiste como legado

Mona Khalil in 2002 at in Tyre. Photo by Jihad Seqlawi/AFP/Getty Images
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  • Mona Khalil, 76, morreu em dezenove de junho com ferimentos de um ataque aéreo na casa laranja de Mansouri, base de conservação de tartarugas há mais de 25 anos.
  • A praia de Mansouri fica ao sul de Tyre, perto da fronteira com Israel, e é um importanteninho para tartarugas-oliva e tartarugas-verdes.
  • Khalil voltou à região no início dos anos dois mil e transformou a casa da família em centro de proteção, envolvendo moradores e visitantes no cuidado com os ninhos.
  • Seu método incluía gradeamento de ninhos, realocação de ovos para evitar inundações, medição de ninhos e compartilhamento de dados com grupos de conservação, enfrentando conflitos com pacotes de desenvolvimento e caça predatória.
  • A área foi palco de conflitos militares, com a casa atingida em dois mil e seis; Khalil insistia em permanecer para proteger as tartarugas, mesmo diante de adversidades e guerras.

Mona Khalil dedicou a vida a proteger as tartarugas marinhas na faixa costeira de Mansouri, no sul do Líbano, perto de Tyre. O trabalho ocorreu ao longo de mais de duas décadas, mesmo em meio a conflitos e interrupções. A área abriga ninhos de tartarugas-verdes e cabeçudas.

Nascida em Lagos, filha de pais libaneses, Khalil mudou-se da Holanda para o Líbano e transformou a casa da família, conhecida como Orange House, no centro de suas ações de conservação. Visitantes ajudavam a monitorar ninhos e a manter a área protegida.

Na noite de 19 de junho, Khalil morreu com 76 anos após ferimentos causados por um ataque aéreo israelense que atingiu sua residência em Mansouri. A assistente que a acompanhava ficou gravemente ferida. A residência funcionava há mais de 25 anos como base do projeto.

O trabalho de Khalil incluiu gradeamento de ninhos para evitar predadores, realocação de ovos em caso de inundação e registro de dados sobre distância até o mar. Ela enfrentou atividades potentes, como pesca com dinamite, poluição e construção desordenada da orla.

O parque de Mansouri enfrentou períodos de violência, inclusive durante conflitos em 2006, quando a casa dela foi atingida e houve perda parcial de audição. Em 2020, a ausência humana durante a pandemia permitiu maior retorno de tartarugas ao local, segundo relatos.

Voluntários mais jovens passaram a assumir a proteção diária, baseados no legado de Khalil. O espaço, que foi transformado em área protegida pela comunidade, continua servindo de referência para quem aprende os hábitos de uma espécie ameaçada sob vigília constante.

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