- A Polinésia Francesa ampliou áreas totalmente protegidas, chegando a 30% de suas águas, onde atividades extrativas são proibidas.
- A expansão soma 520 mil km² adicionais de proteção, totalizando cerca de 1,4 milhão de km² sob proteção integral.
- A medida mantém a moratória à mineração no leito marinho desde 2022, reafirmada em 2025, e proíbe a pesca industrial nessas áreas.
- Existem zonas de pesca artesanal preservadas, com limites para manter comunidades locais e espécies de peixe-sopa, com expansão de 8 mil km² previstas para este ano.
- A proteção também visa conservar 20 espécies de tubarões, aves marinhas e várias espécies de moluscos, peixes e mares.
A partir de 7 de junho de 2026, a Polinésia Francesa anunciou a expansão de áreas inteiramente protegidas em suas águas, alcançando 30% do seu zone econômico exclusivo. A medida amplia a fronteira a 520 mil km2, somando-se aos territórios já protegidos.
A ação foi anunciada pelo presidente Moetai Brotherson, em meio a um histórico de proteção marinha vigente desde 2022, com reforço em 2025. A nova região fica próxima aos arquipélagos Austral, Marquesas e ao oeste da Sociedade, mantendo o banimento a atividades extrativas.
O conjunto de áreas protegidas já inclui a zona de proteção total de 900 mil km2, criada com o objetivo de conservar ecossistemas marinhos e comunidades locais. Os 520 mil km2 adicionais elevam a proteção total para cerca de 1,4 milhão de km2.
Expansão e usos permitidos
A decisão inclui zonas de pesca artesanal, onde comunidades locais podem continuar a atuar. A pesca industrial continua proibida na área protegida, com regras específicas para barcos de até 12 metros de comprimento.
Envolvimento local e cooperação externa
A construção do novo território protegido ocorreu por consenso das comunidades polinésias, após mais de uma década de atuação de prefeitos e autoridades locais. A França participa na fiscalização por meio de monitoramento por satélite e apoio operacional.
Benefícios ecológicos e espécies-alvo
A proteção abrange 20 espécies de tubarões, incluindo o tucuxi escamado e o tubarão-olho-branco, além de espécies de aves marinhas que utilizam o local para reprodução, como o papagaio marinho polinésio e o petrel. A área também sustenta espécies de atuns, peixe-voador e moluscos.
A iniciativa visa conservar comunidades costeiras que dependem da pesca artesanal, além de benefícios para espécies de alto-mar e recifes. A liderança local ressalta que a política pode inspirar outras nações na gestão oceânica.
Fontes mencionam que a França atua na fiscalização, com apoio técnico e vigilância de navios e satélites. O plano de proteção faz parte de compromissos assumidos pela Polinésia Francesa para a conservação marinha.
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