- Anantara Dhigu Maldives Resort e a rrreefs instalam recifes de argila impressos em 3D no Atol de Malé Sul, nas Maldivas, para fortalecer ecossistemas de corais.
- Serão 13 estruturas em formato de flor chamadas Theyra Maa, simbolizando renovação, crescimento e florescimento da vida marinha.
- Participam da iniciativa a ecóloga marinha Dra. Julia Spaet e o pesquisador Dr. Gerrit Nanninga, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique.
- A argila possui microestrutura com cavidades que abrigam larvas de coral, ajudando no assentamento e na biodiversidade, com fluxo suave de água para facilitar a fixação.
- A prática se insere em um movimento global de uso de painéis de argila para regeneração de recifes, já aplicado em outras regiões, como Hong Kong e San Andrés.
No Atol de Malé Sul, nas Maldivas, o Anantara Dhigu Maldives Resort instala recifes de argila impressos em 3D ao redor do hotel. A iniciativa usa tecnologia para fortalecer ecossistemas marinhos ameaçados pelo aquecimento global, em parceria com a rrreefs e apoio de especialistas.
A ideia é criar condições ideais para a regeneração de corais e aumentar a biodiversidade. As estruturas, formadas por módulos interligados, simulam a arquitetura natural dos recifes. A argila oferece microcavidades onde larvas de coral podem se fixar e crescer, protegidas de predadores.
13 estruturas em formato de flor, batizadas Theyra Maa — que significa 13 Flores em dhivehi — serão instaladas. O formato favorece a circulação de água, auxiliando o assentamento de larvas e o desenvolvimento de fragmentos de coral e peixes recifais.
Mauro Bischoff, idealizador do projeto, destaca a importância da porosidade da argila para favorecer biofilmes benéficos e o equilíbrio do ecossistema ao redor. A implantação busca renovar o ecossistema subaquático do resort e da região.
Painéis de argila na regeneração de recifes ao redor do mundo
A técnica de recifes de argila não é inédita. Estudos de 2020, conduzidos pela Universidade de Hong Kong e pelo Swire Institute, mostraram eficácia de 3D para sobrevivência e reprodução de corais. A argila é ecologicamente apta a não impactar o ambiente.
Ao contrário de materiais tradicionais, a argila é ligeiramente ácida e possui composição química próxima à dos recifes naturais, o que facilita a colonização de corais. As peças podem ter formatos, cores e texturas diferentes conforme a região.
Globais, estruturas de argila já aparecem ao redor do mundo, inclusive na ilha de San Andrés, na Colômbia, reforçando o movimento de restauração de recifes com soluções inovadoras.
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