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Clacton-on-Sea, de Farage, tem pior deserto de árvores da Inglaterra

Clacton-on-Sea é o pior “deserto de árvores” da Inglaterra, elevando poluição do ar, riscos à saúde e queda na expectativa de vida

In Clacton-on-Sea, 98.2% of urban residents live in neighbourhoods with critically low access to trees.
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  • A comunidade de Clacton-on-Sea, em Essex, é considerada um “deserto de árvores”, com 98,2% dos moradores urbanos em bairros de acesso muito baixo a árvores.
  • O estudo da Woodland Trust aponta uma divisão norte-sul: 15 das piores áreas de cobertura de árvores ficam no norte; Hartlepool tem 86,9% da população em risco por falta de acesso.
  • A falta de árvores pode levar a casas e ruas mais quentes, ar mais poluído, maiores taxas de asma e doenças cardíacas, além de impactos na saúde e na expectativa de vida.
  • O nordeste foi destacado como região com mais “desertos de árvores”; Londres e sudeste apresentam melhor acesso, com áreas como Lambeth, Islington e Hackney entre as melhores.
  • A organização defende incorporar a equidade de árvores no planejamento urbano, com apoio a comunidades locais e programas como ações comunitárias de plantio e incentivo a investimentos em verde urbano.

A constituinte de Clacton-on-Sea, no Essex, lidera uma lista alarmante de desproporção no acesso a árvores, segundo um estudo da Woodland Trust. A pesquisa analisou o Reino Unido e aponta que Clacton é o pior exemplo de acesso equitativo a árvores entre as áreas urbanas da Inglaterra. A situação eleva a exposição a poluição do ar, impactos na saúde e temperaturas mais altas.

O relatório aponta que 98,2% da população urbana de Clacton vive em bairros com acesso criticamente baixo a árvores. O resultado é descrito como parte de um padrão de desigualdade que afeta a vida cotidiana, especialmente em áreas com maior poluição e vulnerabilidades sociais.

Além de Clacton, o estudo aponta uma divisão norte-sul no país. Quinze das piores áreas para cobertura de árvores ficam no norte, destacando cidades como Hartlepool, onde 86,9% dos moradores estão em risco por falta de árvores.

Divisão norte-sul no acesso a árvores

A pesquisa avalia não apenas a quantidade de árvores, mas a equidade de acesso aos benefícios que elas proporcionam. A região nordeste aparece como a que possui mais áreas consideradas “desertos de árvores”, somando 13 dos 20 piores locais.

O levantamento aponta que Londres e o sudeste apresentam melhor desempenho em densidade de árvores, com áreas da capital entre as mais bem posicionadas no ranking de acesso.

Reação local e medidas de tree equity

Caroline Gray, responsável pelo programa de equidade de árvores da Woodland Trust, enfatiza que mais de um milhão de pessoas vivem em desertos de árvores no Reino Unido. A organização defende incorporar a equidade de árvores na planejamento urbano, com plantio contínuo e proteção das árvores.

A Tendring District Council, no leste da Inglaterra, contesta a caracterização de Clacton como deserto de árvores. O órgão ressalta que já foram plantadas mais de 40 mil árvores na região e que existem projetos municipais para ampliar a cobertura verde.

O estudo reforça que a equidade de árvores envolve não apenas a presença de árvores, mas o atendimento às necessidades locais, como redução de poluição do ar e melhoria de bem-estar. Procedimentos de plantio e manutenção são considerados essenciais para que os ganhos sejam duradouros.

As autoridades locais são incentivadas a investir e apoiar iniciativas de plantio, incluindo ações comunitárias e escolares. A Woodland Trust oferece apoio para comunidades interessadas em acessos mais justos a áreas verdes, destacando a importância de manter as árvores vivas e bem cuidadas.

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