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Equador não encerra perfuração no Yasuní, diz líder Waorani Juan Bay

Líder Waorani diz que governo não fechou o bloco 43 de Yasuni, apesar do plebiscito de 2023 e da decisão da Corte Interamericana em 2025

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  • Referendo de 2023 determinou que o governo encerre o Bloco 43‑ITT até agosto de 2024, e a decisão foi ratificada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2025.
  • Mesmo assim, houve pouco progresso: o governo fechou apenas dez dos 247 poços do bloco, e a exploração continua.
  • Juan Bay, presidente da Nawe, afirma que comunidades sofrem com danos ambientais e culturais e há novas divisões entre waorani.
  • A Nawe entregou denúncias à Corte Constitucional, à Assembleia Nacional e a outros órgãos, sem resposta; em 2024 foi criada uma comissão sem participação efetiva dos waorani.
  • A Nawe trabalha para demonstrar a viabilidade de fechar dois ou três poços e demanda cumprimento da decisão, com participação indígena na transição energética.

O efluente da exploração de petróleo em Yasuní continua em debate no Equador. Juan Bay, líder da Nawe, afirma que o governo não encerrou o bloco 43-ITT, mesmo após plebiscito de 2023 e decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2025. O parque Yasuní fica sobre território indígena e ambientes sensíveis.

Segundo Bay, apenas 10 de 247 poços foram fechados desde o prazo de agosto de 2024. A comunidade Waorani sustenta que a continuidade da extração provoca danos ambientais e culturais, além de gerar cisão entre comunidades Waorani. O processo é visto como atraso na implementação da vontade popular.

Bay viajou a Nova York para participar do UNPFII e pressionar por ações do Estado. A NAWE encaminhou denúncias à Corte Constitucional, à Assembleia Nacional e a outros órgãos, sem resposta até o momento. Enquanto isso, o petróleo segue ativo no bloco 43, afetando comunidades locais e povos isolados.

Panorama e impactos

A tensão se agudizou pela presença de povos isolados na região, com a Inter-American Court of Human Rights determinando medidas de proteção. O relatório de 2025 destacou riscos de contato forçado e danos ambientais caso a exploração continue. Autoridades são convidadas a cumprir decisões judiciais.

A região Amazônica abriga dezenas de blocos de petróleo. Dados apontam que muitos se cruzam com territórios indígenas, elevando a importância de consultas públicas e de salvaguardas para direitos territoriais. Organizações indígenas defendem participação efetiva nas decisões energéticas.

A posição da WAWE enfatiza que a transição energética deve respeitar direitos dos povos originários. Em entrevistas, lideranças defendem que ações concretas, como fechamento de blocos, devem acompanhar etapas de consulta e monitoramento ambiental. A pauta envolve soberania territorial e preservação ambiental.

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