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Floresta do mar: fotos de 1960 revelam paraíso subaquático na Jamaica

Fotos dos anos sessenta mostram recifes exuberantes em Jamaica, baseline da vida marinha; hoje, furacões e aquecimento ameaçam o ecossistema e fortalecem a conservação

Archive photos by Eileen Graham reveal Jamaica's lost coral reefs
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  • Fotografias de 1966 mostram recifes de Jamaica cheios de coral, peixes e anêmonas, coletadas por Eileen Graham em Discovery Bay, Runaway Bay e Rio Bueno — mais de mil imagens de uma época pré-digital.
  • O acervo ajuda a entender como eram recifes saudáveis e serve como referência para conservação e restauração.
  • Estudos citados indicam que a cobertura de coral em Discovery Bay caiu de cerca de oitenta a noventa por cento para entre dez e vinte por cento.
  • Furacões, espécies invasoras, poluição, turismo e altas temperaturas têm contribuído para o declínio dos recifes caribenhos; o impacto de tempestades mais fortes continua.
  • Projetos como Jamaica Mangroves Plus buscam proteger manguezais, que ajudam a manter recifes saudáveis, e pesquisadores defendem ações governamentais mais firmes para enfrentar as mudanças climáticas.

In 1966, uma pesquisadora marinha, Eileen Graham, mergulhou ao longo da costa norte da Jamaica para mapear recifes de coral. Ao longo de dois anos, sem câmeras digitais, ela reuniu mais de 1.000 imagens de Discovery Bay, Runaway Bay e Rio Bueno, mostrando recifes densos de coral, alvéolos de fanáreas e esponjas, além de cardumes de peixe-correio e garoupas.

A partir dessas fotos, cientistas passaram a ver o que era um ecossistema marinho vibrante como um “padrão de referência” do que era a vida subaquática na ilha. Hoje, esse acervo ganha novo significado ao evidenciar mudanças e perdas ao longo das décadas e, ao mesmo tempo, orientar esforços de restauração.

Ken Johnson, pesquisador do Natural History Museum, teve o material redescorrido em 2019, ao receber as fotos do Discovery Bay Marine Lab. Ele comparou o estado atual dos recifes com o que existia na época, destacando uma queda expressiva na cobertura de corais. A partir dessa constatação, Johnson iniciou uma coletânea de imagens de outros mergulhadores pré-digital para evitar o chamado “viés de linha de base”.

O que as fotos revelam

As imagens de Graham mostram recifes com abundância de coral branching e placas largas, além de peixes que circulam entre as estruturas. Segundo pesquisadores, esse cenário contrasta fortemente com a situação atual, marcada pela redução da diversidade e da cobertura de recifes ao longo das últimas décadas.

Entre os fatores que contribuíram para a deterioração estão tempestades intensas, espécies invasoras, poluição, atividade turística e aquecimento de águas. A região caribenha também registrou declínio de manguezais, que atuam como berçários e protegem comunidades vulneráveis. A situação atual é agravada por eventos climáticos mais severos, como furacões.

Conservação e caminhos futuros

Especialistas defendem ações governamentais mais fortes para proteger os recifes, incluindo revisão de leis ambientais, uso do espaço marítimo e apoio à pesquisa. Obras de restauração de manguezais, destacadas em projetos locais, ganham relevância pela relação entre esses ecossistemas e a saúde dos recifes.

Alguns cientistas enfatizam a importância de compreender comunidades microbianas associadas aos corais, visando fortalecer a resiliência diante das mudanças climáticas. A recuperação depende de estratégias integradas que considerem habitats de nurrição, redes de proteção e redução de impactos humanos.

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