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Juiz autoriza agentes do Alasca a matar ursos para proteger caribus

Justiça autoriza retomada de abates de ursos para proteger o rebanho de caribus Mulchatna, após determinar base razoável; grupos conservacionistas questionam

Two brown bears look for salmon at Brooks Falls in Katmai National Park and Preserve, Alaska, July 4, 2013. Image by Mark Thiessen, Associated Press
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  • Um juiz no Alasca decidiu que agentes da vida selvagem podem retomar a prática de atirar e matar ursos para proteger a manada de caribus Mulchatna, no sudoeste do estado.
  • O objetivo é ajudar a recuperação de uma caribou que já foi uma fonte importante de alimento para os caçadores nativos do Alasca.
  • Dois grupos de conservação contestaram o programa, questionando sua legalidade e a falta de embasamento científico.
  • O juiz afirmou que os grupos não mostraram que o estado agiu sem base razoável para aprovar o plano; os filhotes de caribu devem nascer em breve e são especialmente vulneráveis a ursos e lobos.

O estado do Alasca poderá retomar a prática de caçar e matar ursos para proteger a manada de caribus Mulchatna, no sudoeste do estado. A decisão foi anunciada por um juiz da Suprema Corte nesta quarta-feira, após contestedarguments de organizações de conservação. O objetivo é ajudar a recuperação de uma caribaba herd que historicamente representa alimento para os caçadores nativos.

Segundo a sentença, duas organizações de proteção ambiental tinham solicitado a suspensão do programa e contestado a sua legalidade, alegando falta de embasamento científico. O juiz, no entanto, entendeu que não houve evidência suficiente de que o estado agiu sem uma base razoável para aprovar o plano.

A manada Mulchatna deverá entrar em um período em que os filhotes nascerão em breve, tornando os ursos e os lobos predadores mais ativos. O governo local argumenta que a intervenção é necessária para evitar o colapso da população de caribus, que tem importância cultural e alimentar para comunidades estratégias na região.

Contexto e próximos passos

  • A decisão mantém o plano em vigor e autoriza a continuidade das ações de controle de ursos como parte de uma estratégia de manejo da fauna.
  • As organizações de proteção ambiental ainda podem recorrer da decisão, dependendo dos recursos legais disponíveis no sistema judiciário do Alasca.

A notícia reforça o debate entre conservação de caribus e manejo de predadores, com autoridades destacando a necessidade de equilíbrio entre preservação da fauna e subsistência de comunidades locais que dependem dos caribus. A avaliação sobre a eficácia do plano e possíveis ajustes seguirá conforme a evolução da situação na região.

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