- Bruxelas funciona com coleta porta a porta, usando bolsas de cores diferentes para separar resíduos, em vez de contêineres tradicionais.
- O calendário de coleta é por bairro: quarta-feira à tarde para a bolsa amarela (papel e cartonagem) e bolsa branca; quinta-feira pela manhã para a bolsa laranja (resíduos orgânicos); domingo para a bolsa azul (envases e plásticos).
- O sistema visa aumentar a reciclagem, com meta de elevar de cerca de quarenta por cento para sessenta por cento dos resíduos domésticos reciclados.
- O principal desafio é o descumprimento de horários, bolsas mal fechadas ou descarte de móveis na calçada; há multas e curso de civismo, mas apenas cerca de vinte auditores atuam na cidade.
- O município, dividido em dezoito municípios autônomos, pretende instalar contêineres e destinou aproximadamente doze milhões de euros para os próximos três anos, enfrentando questões de espaço e infraestrutura subterrânea.
Bruxelas segue um modelo de gestão de resíduos distinto: a coleta é porta a porta e as bolsas de cores definem o destino de cada lixo. O sistema funciona há anos em uma cidade densamente povoada e urbanizada.
Ao final do dia, quando as atividades da União Europeia diminuem, ruas aparecem repleta de sacos coloridos. Alguns alinham-se diante de fachadas; outros ficam expostos e expõem restos como pizza, papéis sujos e embalagens.
O modelo belga não utiliza contêineres públicos nem privados com frequência. Em vez disso, a coleta por cores orienta moradores a separar resíduos na origem, com recolhimento programado por ruas.
O calendário é específico: na tarde de quarta-feira, sacos amarelos e brancos vão para reciclagem e resíduos não recicláveis; na quinta, orgânicos; no domingo, embalagens e plásticos. Dados oficiais indicam melhoria contínua na separação.
Adel Lassouli, da Bruxelles Propreté, explica que a escolha teve raízes históricas e urbanísticas. A cidade, com cerca de 1,2 milhão de habitantes, não tem espaço para contêineres em cada rua e optou pela coleta por bolsas. A lógica busca facilitar o manejo em um tecido urbano antigo.
Afirmam que o sistema ajuda o reciclável, com quase 40% de resíduos domésticos reciclados hoje, meta de chegar a 60%. O problema principal, segundo a agência, é o descarte fora do horário, fechamento inadequado das bolsas ou descarte irregular de móveis.
A fiscalização é enxuta: cerca de 20 agentes atuam em toda a cidade para inspecionar os 580 mil domicílios. Multas e cursos de civismo existem para quem infringe as regras de separação.
A cidade está dividida em 19 municípios, com competências andes de gestão e variações econômicas entre bairros. A opção por contêineres ainda não está fechada para Bruxelas. Um orçamento de aproximadamente 12 milhões de euros foi desbloqueado para avaliar a implementação.
Há resistência entre quem teme contêineres, por acreditar que o formato pode aumentar o descarte irregular e degradar espaços públicos. Já críticos veem no atual modelo uma solução apropriada para uma metrópole com necessidades de espaço.
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