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Paraguai amplia reserva no Gran Chaco; por que desmatamento segue em alta

Extensão da reserva do Chaco não freia desmatamento; fiscalização é falha e proprietários ampliam áreas de pastagem e cultivo

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  • Em 2011, Paraguai expandiu a reserva de biosfera do Chaco para cerca de 7,5 milhões de hectares, incluindo áreas de comunidades Ayoreo em isolamento.
  • Ainda assim, imagens de satélite indicam alto desmatamento; fiscalização é vista como fraca ou seletiva, permitindo ocupação por agropecuária.
  • As comunidades Ayoreo dependem da floresta para alimentação, abrigo e remédios, e temem impactos da madeira e da pecuária.
  • Críticas apontam que a extensão da reserva nem sempre é aplicada em documentos oficiais, dificultando controle efetivo.
  • UNESCO e órgãos nacionais discutem planos de manejo e inclusão das comunidades indígenas; Paraguai foi instado a rever zonamentos e apresentar um plano até 2026.

Paraguai ampliou a Reserva da Biosfera do Chaco em 2011, passando de cerca de 4,7 milhões para 7,5 milhões de hectares. A medida buscava proteger a maior floresta tropical seca do mundo e comunidades indígenas que vivem na região. No entanto, a falta de fiscalização tornou a reserva vulnerável ao desmatamento causado pela agroindústria e pela criação de gado.

Segundo análises por satélite, o território continua entre os mais atingidos pelo desmatamento no país. Líderes indígenas afirmam que as regras são aplicadas de forma seletiva, permitindo que proprietários desmatem áreas para pastagem e agricultura.

A região abriga povos Ayoreo em isolamento voluntário, que dependem da floresta para alimento, abrigo e remédios. Em várias ocasiões, comunidades Ayoreo relatam receber menor controle sobre atividades humanas dentro da reserva.

Desafios de implementação

Entre 2000 e 2020, o bioma Gran Chaco perdeu cerca de 5,2 milhões de hectares. O avanço da fronteira agrícola intensifica a pressão sobre o ecossistema e piora a situação das comunidades tradicionais.

O Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADES) é apontado por organizações civis como responsável pela aplicação desuniforme das regras. A pasta não respondeu a perguntas sobre a extensão da reserva em documentos internos.

Em 2019, jovens deputados apresentaram projeto de lei para proteger integralmente os 7,5 milhões de hectares, mas a proposta não avançou. Parlamentares afirmaram que a proteção ambiental é prioridade regional diante de desmatamento e queimadas.

Olhares de observadores

Organizações de proteção ambiental destacam que a extensão da reserva não consta de todos os registros oficiais do governo, dificultando a fiscalização. A UNESCO pediu, em 2023, revisão do zoneamento e a criação de um plano de gestão que inclua povos indígenas.

Para os defensores, a salvação depende de mudanças institucionais e de uma gestão com participação de comunidades locais. Enquanto isso, a pressão sobre a área continua, com avanços de grandes produtores e confrontos com povos tradicionais.

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