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Cinco espécies de aves consideradas desaparecidas são redescobertas em 2025

Cinco aves consideradas perdidas foram encontradas em 2025, destacando alerta precoce para conservação em ilhas do Sudeste Asiático e Oceania

The vulnerable Rufous-breasted blue flycatcher was photographed on Luzon Island in March 2025. It was last documented in 2008. Image by kenny_well via iNaturalist (CC BY-NC 4.0).
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  • Em 2025, cinco aves consideradas perdidas desde há muitos anos foram encontradas em ilhas do Sudeste Asiático e Oceania, conforme atualização anual da Lost Birds List.
  • Exemplos: Bismarck kingfisher (Ceyx websteri) fotografada no arquipélago de Bismarck; Biak myzomela (Myzomela rubrobrunnea) em Biak e Supiori; broad-billed fairywren (Chenorhamphus grayi) em Indonésia; Sulu cuckooshrike (Coracina guillemardi) nas Filipinas; rufous-breasted blue flycatcher (Cyornis camarinensis) em Luzon.
  • Também houve registro sonoro de Jerdon’s courser (Rhinoptilus bitorquatus) no sul da Índia, ainda sem confirmação visual; e, em Chad, rusky bush lark foi fotografada em 2026, depois de noventa e quatro anos.
  • A lista de espécies perdidas caiu de 163, em 2022, para 120 em 2025; seis novas espécies devem entrar em 2026: Mindoro bleeding-heart, Mindoro imperial pigeon, Guadalcanal honeyeater, Minahasa shortwing, Samoan white-eye e Vanikoro white-eye.
  • O objetivo do inventário é atuar como alerta precoce para conservação, ajudando a fechar lacunas de dados e direcionar ações antes de extinções completas.

Cinco aves consideradas perdidas foram novamente encontradas em 2025, segundo a atualização anual da Lost Birds List. O registro reúne espécies que não foram fotografadas, ouvirem ou detectadas geneticamente por mais de uma década. Um caso recente envolve uma ave desaparecida por 94 anos na fronteira do Chad.

A lista, gerida pelo projeto Search for Lost Birds, reduz o total de espécies em risco de extinção. De 163 espécies quando criada em 2022, o inventário caiu para 120. A iniciativa reúne parcerias entre American Bird Conservancy, Re:wild e BirdLife International.

O que houve em 2025

Entre as descobertas, o kingfisher de Bismarck foi fotografado pela primeira vez em 13 anos, nas arquipélagos de Bismarck, na Papua-Norte. No mesmo año, o Biak myzomela foi registrado em Biak e Supiori, na Papua Indonésia, marcando presença após duas décadas.

Outro achado ocorreu com o broad-billed fairywren, na Papua Indonésia, fotografado por entusiastas e registrado seu canto após 11 anos sem observações. Do lado das Filipinas, Sulu cuckooshrike foi fotografado pela primeira vez em 18 anos, no arquipélago de Sulu.

Uma segunda ave filipina, o rufous-breasted blue flycatcher, teve fotos tiradas em Luzon, consolidando a presença pela primeira vez desde 2008. Além disso, o registro sonoro de Jerdon’s courser, na Índia, chamou atenção, embora ainda precise de confirmação com fotos.

Mudanças e novas entradas para 2026

Em 2026, seis novas espécies entraram na lista, todas de ilhas, sem registro por pelo menos 10 anos. Entre elas, o Mindoro bleeding-heart e o Mindoro imperial pigeon, ambas originárias de Mindoro, nas Filipinas, com fotografias ou relatos recentes muito limitados.

Outras adições incluem o Guadalcanal honeyeater, da Guadalcanal, nas Ilhas Salomão; o Minahasa shortwing, da Península de Minahasa, em Sulawesi; o Samoa white-eye, de Savai‘i, Samoa; e o Vanikoro white-eye, de Vanikoro, nas Ilhas Salomão.

Contexto e perspectivas

Especialistas destacam que a perda de habitat, caça e mudanças climáticas impulsionam o declínio de aves insulares, que têm opções de refúgio restritas. A lista funciona como alerta inicial para direcionar dados e ações de conservação antes de avaliações formais.

John Mittermeier, diretor do projeto, afirma que a iniciativa atua como sistema de aviso precoce para evitar que espécies sumam sem registro. Ele ressalta o papel da comunidade global de observadores na atualização constante da lista.

Observação final

A equipe do projeto destaca que, embora algumas espécies sejam reclassificadas ou confirmadas extintas, o esforço coletivo já reduziu a lista de perdidas em cerca de 25% nos últimos cinco anos. A meta é reduzir o número de aves realmente perdidas a zero.

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