- O ranking das 100 marcas mais valiosas do Brasil soma 90,2 bilhões de dólares, alta de 14% em relação ao ano anterior.
- O Itaú segue como a marca mais valiosa, avaliada em aproximadamente 9,9 bilhões de dólares, com crescimento de dois dígitos.
- Destaques de crescimento incluem Antarctica, que avançou cerca de 125%, para cerca de 450 milhões de dólares, e Nubank, acima de 4 bilhões de dólares.
- A Porto aparece entre as marcas mais fortes, com valor próximo de 750 milhões de dólares e crescimento de dois dígitos, apoiada em um ecossistema diversificado.
- Com IA, a disputa de valor de marca passou a depender do que as plataformas de linguagem natural entendem sobre a marca — não basta presença, é preciso narrativa, contexto e reputação consistentes no “share of meaning”.
Com a atualização mais recente da Brand Finance, as 100 marcas mais valiosas do Brasil somam 90,2 bilhões de dólares, alta de 14% em relação ao ano anterior. O estudo reforça a importância do atestado de valor intangível para enfrentar choques macroeconômicos e pressões de preço. A marca é parte crucial da confiança do consumidor.
No topo, bancos dominam o ranking. Itaú lidera com cerca de 9,9 bilhões de dólares e cresce em dois dígitos. Banco do Brasil, Bradesco, Nubank e Caixa aparecem imediatamente após, formando um bloco financeiro relevante para o total agregado. A leitura é de marca como ativo que gera previsibilidade de compra.
A Antarctica registra a maior alta, cerca de 125%, chegando a quase 450 milhões de dólares e marcando uma segunda chance para a grife centenária. Nubank consolida posição como player de categoria, com valor acima de 4 bilhões e forte percepção de inovação e engajamento. Porto figura entre as marcas fortes, em torno de 750 milhões, com crescimento de dois dígitos.
Contexto da IA e o valor de marca
O relatório aponta que a disputa de valor passa a ocorrer pela organização de serviços em torno da vida cotidiana, não apenas pela marca em si. Grupos que constroem ecossistemas de seguros, finanças, saúde e assistência ganham relevância na memória e na decisão de compra.
As plataformas de IA ampliam o alcance da marca para além dos anúncios. Reputação, histórico e contexto são processados para gerar textos naturais. A compreensão de assuntos financeiros, alimentação, mobilidade e cultura passa a influenciar a percepção pública.
Essa mudança exige que as marcas cuidem de palavras, narrativas e tom usados pelas IA. A vantagem não é apenas o share of voice, mas o share of meaning, a fatia de significado consolidada no mapa mental dos consumidores e dos sistemas de IA.
Implicações para o mercado de marcas
Especialistas destacam que a construção de marca deixa de ser apenas exposição e passa a ser um processo semântico. Dicionário de marca, fontes e debates ganham peso na avaliação de reputação. O desafio é manter consistência de contexto e origem da informação.
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