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Escócia celebra obsessão pela chuva em exposição

Exposição na Biblioteca Nacional da Escócia mostra como a chuva moldou ciência, literatura e identidade da Escócia, em memória da conservadora Mel Houston

Happily for tourists fleeing a summer downpour, the rain exhibition is in a room only a few steps from the National Library of Scotland’s front door.
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  • A exposição Rain, na Biblioteca Nacional da Escócia, em Edimburgo, relembra a relação da chuva com a ciência, literatura e identidade do país, incluindo o trabalho de James Hutton, considerado o pai da geologia moderna.
  • A mostra aponta que a Escócia recebe entre 100 bilhões e 160 bilhões de metros cúbicos de chuva por ano e apresenta trechos do tecido impermeável Mackintosh, criado por Charles Macintosh.
  • Estão em exibição itens de cultura e história, como Minnie the Minx, as edições de Beano, Daemonologie de James VI e I e trechos de Macbeth, além de referências a Tam o’ Shanter.
  • O público pode explorar mapas de chuva históricos e uma parede de previsão do tempo, com símbolos de chuva, nuvens e sol para simular a meteorologia.
  • A exposição, com abertura prevista para 19 de junho, ficará em cartaz até 30 de abril de 2027 e é dedicada à memória da conservadora Mel Houston, falecida em 2023 após inundações.

A exposição Rain na National Library of Scotland celebra a relação histórica da Escócia com a chuva. Em Edimburgo, a mostra reúne estudos de James Hutton, o pai da geologia moderna, que mesmo em 1784 formulou uma teoria da chuva. A iniciativa faz parte de uma reflexão sobre como a precipitação moldou ciência, literatura, história e identidade do país.

A curadoria reuniu mapas antigos de precipitação, trechos de Daemonologie e obras de referência de Minnie the Minx e Robert Burns. A montagem destaca a invenção do tecido impermeável Mackintosh, criado em 1823 pelo químico Charles Macintosh, como símbolo de adaptação ao clima. O conjunto também exibe cópias de Beano com Minnie e materiais educativos sobre tempestades.

A mostra aponta que a Escócia recebe entre 100 bilhões e 160 bilhões de metros cúbicos de chuva por ano, com Edinburgh entre as cidades britânicas relativamente menos úmidas. O visitante pode ver mapas de chuva de 1912 que documentam décadas de precipitação na região.

O espaço expositivo fica a poucos passos da entrada da biblioteca, facilitando o acesso de turistas. Entre os itens, há uma previsão do tempo interativa e uma seleção de diários que narram a relação cotidiana com o clima. Alterações climáticas também aparecem como tema de fundo.

A exposição inclui registros de períodos de seca, como a visão de Thomas Tod Stoddart sobre a Tweed, em 1864, e anotações de Mary Cumming Bruce sobre chuva em 1889. Relatos regionais ajudam a entender impactos históricos da meteorologia.

Fonte de memória da instituição, o episódio de 2023 envolvendo a conservadora Mel Houston, morta em enchente no Border, é reconhecido na mostra. A biblioteca afirma que ela teve papel central em preparar prédios e acervos para futuras variações climáticas.

Rain abre ao público na sexta-feira, 19 de junho, e fica em cartaz até 30 de abril de 2027. A abertura contará com a participação de aclamada apresentadora de meteorologia da BBC Scotland, Heather Reid.

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