Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Equipe Ugandense da Umoja cancela participação na Africa Basel após visto negado

Equipe da Umoja Art Gallery, de Uganda, não viaja a Basel após negarem o visto; obras são enviadas e o estande permanece vazio, evidenciando barreiras administrativas

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Umoja Art Gallery, de Uganda, teve o visto negado para participar da feira Africa Basel, deixando o estande vazio como lembrete de barreiras administrativas, enquanto as obras ainda estavam sendo enviadas.
  • O processo de visto levou cerca de dois meses, com viagem ao consulado suíço em Nairobi; a negação ocorreu menos de uma semana antes da viagem, gerando frustração e custo financeiro.
  • A embaixada não detalhou, mas cita-se que muitos ugandenses estão com vistos negados possivelmente por causa do surto de Ebola no país; há 19 casos confirmados e 1 provável até o momento, sem novas informações desde 5 de junho.
  • As obras que seriam levadas, incluindo trabalhos do artista Makano, continuam a ser encaminhadas para a Africa Basel, com contratação de alguém para permanecer no estande durante o evento.
  • Richard Mudariki, criador do projeto Art World Passport, participa de Basel com o projeto em dois espaços e segue discutindo barreiras de mobilidade e desigualdades de acesso causadas por passaportes do Global South. O projeto também promove um passaporte‑formatado para registrar experiências em eventos de arte ao redor do mundo.

A Umoja Art Gallery de Uganda não pôde comparecer à feira Africa Basel, na Suíça, após ter visto negado o visto pelos consulados. A tela do estande vazio lembra que fronteiras e barreiras administrativas ainda limitam participações no circuito global de arte.

Apesar da ausência física, as obras estavam sendo remetidas para a mostra. A equipe contratou alguém para cuidar do estande na ausência dos representantes. Os itens incluíam obras do artista Makano, nascido no Congo e radicado em Uganda.

A decisão ocorreu poucos dias antes da viagem programada, após um processo de aprovação que durou cerca de dois meses. A família de Uganda citada pela galeria relata respostas vagas do consulado, que não detalharam os motivos da recusa.

Richard Mudariki, artista zimbabuano, está em Basel para apresentar seu projeto Art World Passport. O projeto aborda questões de acesso e migração no mundo da arte, doze meses após já ter enfrentado obstáculos de viagem no passado.

Mudariki participa de duas frentes no evento: no Africa Basel, dedicado a galerias de arte africana e da diáspora, e em uma instalação chamada embaixada da World World em Gerbergasse 82. O público pode adquirir o passaporte semelhante a um livrinho.

O público também encontra um conjunto de carimbos que concede acesso a feiras e museus da cidade durante a semana. A iniciativa busca provocar debates sobre who define as regras de circulação de artistas e obras.

Mudaraki observa que o caso de Balyejusa em Kampala ecoa questões maiores de autorização de viagem, também refletidas em esportes. O artista aponta o alto investimento financeiro envolvido nas candidaturas e a decepção de criadores que planejaram exibir seus trabalhos.

Como desdobramento, Mudariki já sugeriu abrir uma convocatória para portadores do Art World Passport enviarem seus passaportes para uma instalação. O objetivo é mapear temas, obras e trajetos ao longo de cinco anos.

A delegação africana permanece em Basel com a expectativa de ampliar o debate sobre barreiras de acesso no cenário artístico global. A reportagem reforça a relevância de iniciativas que exploram a mobilidade de artistas e de obras entre fronteiras.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais