- Marjane Satrapi, escritora e cineasta iraniana-francesa, morreu em Paris no dia 4 de junho, aos 56 anos, de tristeza após a morte do marido.
- Ela ficou conhecida pela graphic novel autobiográfica Persepolis, publicada entre 2000 e 2003, que teve adaptação cinematográfica premiada.
- Persepolis mostra a vida em Teerã entre as idades de seis e quatorze anos, incluindo a polícia da moral e o impacto da guerra Irã-Iraque.
- A obra rendeu à Satrapi indicação ao Oscar de melhor animação; o filme ganhou o prêmio do júri no Festival de Cannes em 2007.
- Nascida em Rasht, Irã, em 1969, viveu em Viena e Estrasburgo, tornou-se cidadã francesa em 2006 e esteve envolvida em projetos como Woman, Life, Freedom em 2024.
Marjane Satrapi, escritora e cineasta franco-iraniana, morreu aos 56 anos em Paris na sexta-feira 4 de junho. A causa foi “tristeza” após o falecimento de seu esposo, o roteirista Mattias Ripa, segundo familiares. Satrapi ficou conhecida pela obra autobiográfica Persepolis.
A autora enfrentou a doença do luto enquanto consolidava uma trajetória marcada pela linguagem gráfica e pela crítica a regimes autoritários. A notícia foi anunciada por familiares via agências de imprensa, sem detalhar outras circunstâncias.
Satrapi nasceu em Rasht, Irã, em 1969, e cresceu em Teerã. Em 1981 transferiu-se para a Áustria para estudar, retornando ao Irã antes de seguir carreira na Europa. Em Paris tornou-se cidadã francesa em 2006, consolidando uma identidade bicomunitária.
Trajetória e reconhecimento
Persepolis, publicada entre 2000 e 2003, transformou a visão ocidental sobre o Irã ao narrar a infância de uma menina diante da revolução islâmica. A obra ganhou traduções e transformou o jornalismo gráfico.
A adaptação cinematográfica, lançada em 2007, foi indicada ao Oscar na categoria Melhor Animação, após vencer o prêmio da Jury no Festival de Cannes. Satrapi também atuou como diretora e roteirista em projetos posteriores.
Repercussões e legado
Em 2024 Satrapi participou da edição de uma antologia gráfica intitulada Woman, Life, Freedom, que reúne artistas iranianos e internacionais para refletir sobre a morte de Mahsa Amini. A obra reforça seu engajamento em temas de liberdade.
Autoridades lembraram a importância de Satrapi para a literatura visual e para a defesa dos direitos das mulheres. O presidente francês destacou que ela transformou a infância iraniana em uma narrativa universal, com visão poética e crítica social.
Entre na conversa da comunidade