- Marjane Satrapi, escritora, ilustradora e cineasta franco-iraniana, morreu nesta quinta-feira, quatro, aos cinquenta e seis anos.
- A família informou à agência AFP e o presidente Emmanuel Macron prestou homenagem em comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu.
- Satrapi ficou conhecida pela série de quadrinhos autobiográfica Persépolis, que narra sua infância e adolescência no Irã durante a Revolução Islâmica.
- Persépolis foi adaptada para o cinema em dois mil e sete, dirigida pela própria Satrapi, recebeu o Prêmio do Júri em Cannes e foi indicada ao Oscar de melhor animação.
- Além de Persépolis, publicou Bordados e Frango com Ameixas, dirigiu o filme The Voices e foi a primeira autora iraniana a alcançar projeção internacional nos quadrinhos.
Marjane Satrapi, autora, ilustradora e cineasta franco-iraniana, faleceu nesta quinta-feira, 4, aos 56 anos. A confirmação partiu da família à agência AFP, e o presidente francês, Emmanuel Macron, prestou homenagem em comunicado do Palácio do Eliseu. A causa da morte não foi divulgada.
Satrapi ficou famosa mundialmente por Persépolis, autobiografia em quadrinhos que narra sua infância e juventude durante a Revolução Islâmica no Irã. A obra ganhou versões em vários idiomas, vendeu milhões de exemplares e foi adaptada para o cinema em 2007, dirigida por ela em parceria com Vincent Paronnaud.
Em comunicado à AFP, a família disse que Satrapi morreu “de tristeza”, pouco mais de um ano após a morte do marido, o produtor e diretor Mattias Rép, em abril de 2025. Satrapi nasceu em Rasht, em 1969, cresceu em Teerã e deixou o Irã aos 14 anos para estudar na Áustria, antes de se estabelecer na França.
Trajetória e obra
A autora concentrou sua carreira na interseção entre quadrinhos e cinema, trazendo uma visão pessoal sobre o Irã ao público ocidental. Persépolis tornou-se referência no gênero e alavancou a projeção internacional de artistas iranianos na década de 2000.
Além de Persépolis, Satrapi publicou títulos como Bordados e Frango com Ameixas e dirigiu o filme The Voices. Com desenhos em preto e branco, sua linguagem simples e direta ganhou reconhecimento global, abrindo espaço para novas vozes no romance gráfico.
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