- O Fundo de Investimento em Direito Creditório Gold Style, administrado pela Reag, recebeu R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal no esquema de lavagem de dinheiro do PCC, conforme dados enviados pelo Coaf à CPI do Crime Organizado, entre 2023 e 2025.
- Dentre os recursos, R$ 759,5 milhões foram feitos pela Aster Petróleo, distribuidora ligada ao PCC.
- Outros recebimentos incluíram R$ 158 milhões da BK Bank e R$ 175 milhões da Inovanti Instituição de Pagamento.
- O Gold Style enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, empresa que teve o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como diretor entre 2021 e 2024.
- A Reag é alvo de investigações ligadas à Operação Carbono Oculto e à Operação Compliance Zero; o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos.
O Fundo de Investimento em Direito Creditório Gold Style, administrado pela Reag, recebeu R$ 1 bilhão de recursos originados de empresas ligadas ao PCC, segundo comunicados do COAF enviados à CPI do Crime Organizado no Senado. As transações ocorreram entre 2023 e 2025, envolvendo empresas apontadas pela PF como integrantes do esquema de lavagem de dinheiro.
Entre os repasses aparecem R$ 759,5 milhões da Aster Petróleo, distribuidora ligada ao PCC, além de R$ 158 milhões da BK Bank, fintech associada a núcleos financeiros usados na operação. Também constam R$ 175 milhões da Inovanti Instituição de Pagamento, outra fintech citada em investigações da Carbono Oculto.
Ao todo, o Gold Style movimentou R$ 1 bilhão e, segundo dados da CVM, o fundo possuía ativo de cerca de R$ 2 bilhões. A Reag, responsável pela administração, controle e custódia, já foi associada a investigações de fraudes no Banco Master e à operação Carbono Oculto, que mira esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Contexto e desdobramentos
Investigadores apontam que a Gold Style enviou R$ 180 milhões à Super Empreendimentos, empresa cujo diretor entre 2021 e 2024 era o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. O repasse ocorre após a primeira fase da Carbono Oculto, deflagrada em setembro de 2025, que mira a atuação do PCC no mercado de combustíveis.
A Reag também está sob escrutínio da Operação Compliance Zero, ligada ao Banco Master, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro. As autoridades avaliam que a estrutura de fundos gerida pela Reag pode ter servido para inflar patrimônio, ocultar riscos e facilitar a lavagem de dinheiro.
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