- Uma juíza federal de Georgia, Eleanor Ross, disse que se afastava do caso de registros eleitorais após questionamentos do Departamento de Justiça sobre sua imparcialidade.
- O DOJ buscou remover Ross do processo, que tratava de uma lista de eleitores não redigida em todo o estado.
- Ross alegou ter se retirado “por precaução diante da percepção de parcialidade”, citando a participação em evento ligado a campanha de Fani Willis.
- A juíza havia recebido uma reprimenda privada após investigação que recomendou que teve relações sexuais na sua sala com um policial de alta patente e mentiu inicialmente sobre as acusações.
- Willis perseguiu Trump na Geórgia com uma acusação ligada a um esquema para reverter os resultados de 2020; o caso foi encerrado em novembro.
Um juiz federal dos Estados Unidos se recuso de um processo em território da Georgia relacionado a registros eleitorais após questionamentos sobre possível viés. Eleanor Ross tomou a decisão após a justiça federal ter apontado uma ligação entre a juíza e eventos vinculados à campanha de uma promotora distrital.
A promotora Fani Willis, que atuou no caso que driblou Donald Trump em atuação no condado de Fulton, figura entre as ligações mencionadas. O Departamento de Justiça dos EUA pediu a remoção de Ross do caso, que tratava de uma lista de eleitores estadual não redigida, mantendo Ross como responsável pelo processo.
Ross justificou a recusa alegando cautela diante da percepção pública de parcialidade, citando a polarização entre o governo de Trump e as ações passadas de Willis. A juíza afirmou não conseguir afastar a possibilidade de interpretação de apoio à posição da promotora, mesmo que a visita a um evento tenha sido apenas para reencontrar ex-colegas.
Antes, Ross havia recebido uma reprimenda particular após investigação interna que concluiu que manteve relações pessoais com um oficial de polícia, em recinto da vara, além de ter participado de um evento partidário e ter mentido inicialmente sobre as alegações. A investigação também apontou que ela visitou um evento promovido pela campanha de Willis, mantendo relação próxima com o escritório do promotor.
O caso em questão, sobre emissão de uma lista de eleitores do estado, estava sob a jurisdição de Ross quando a recusa foi apresentada. A ação foi movida contra o secretário de estado da Geórgia, Brad Raffensperger, e buscava acesso a dados eleitorais não redigidos, em meio a controvérsias sobre integridade de registros.
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