- O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, negou pedido de aliados de Lula para impedir a exibição do filme Dark Horse no Brasil às vésperas da eleição.
- A decisão baseou-se na falta de legitimidade ativa dos autores da representação, que não disputam o mesmo cargo nem a mesma circunscrição.
- A representação foi apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas; nenhum deles disputa cargo em 2026.
- Alegam que a exibição, prevista para setembro, pode configurar propaganda eleitoral antecipada a favor do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) por se tratar de uma cinebiografia.
- O caso envolve denúncias de repasses de Vorcaro ao filme; há investigação da Polícia Federal sobre possível desvio de recursos para um fundo ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, negou o pedido de aliados do presidente Lula para impedir a exibição do filme Dark Horse no Brasil. A decisão foi anunciada pelo tribunal, sem data exata informada neste texto.
A defesa alegava que a exibição próxima das eleições poderia configurar propaganda antecipada do pré-candidato Flávio Bolsonaro. O pedido foi assinado pelo deputado Rogério Correia e pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho.
A Corte destacou que a legitimidade ativa depende de candidatura ao mesmo cargo em disputa e da circunscrição. Correia é deputado federal e pré-candidato em Minas Gerais; Carvalho não indicou disputa em 2026.
Contexto da polêmica
Dark Horse tem gerado controvérsia após reportagens do Intercept Brasil sobre supostos pagamentos para financiar a produção, envolvendo Flávio Bolsonaro e um ex-banqueiro. A reportagem provocou queda de intenções de voto e movimentou o cenário eleitoral.
Aliados de Lula também sustentam que a proximidade temporal da estreia, prevista para setembro, poderia servir como ativo de campanha, com impactos em cinemas, plataformas e eventos. Eles citam indícios de captação ilícita de recursos.
Questões em apuração
Repasses atribuídos a Vorcaro estão sob investigação da Polícia Federal. Investiga-se se parte dos recursos foi desviada para um fundo no Texas ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, utilizado para sustentar a permanência dele nos EUA.
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