- Dois homens foram presos pela nova infração de colocar vidas em risco durante uma travessia marítima rumo ao Reino Unido, no julgamento de Canterbury Crown Court.
- Mohammad Tajik, 32 anos, afgano, recebeu prisão de dois anos; Alnour Ali, 26 anos, sudanês, pegou 27 meses de détention.
- A lei de 2025 permite até cinco anos de prisão por colocar alguém em perigo no mar; até seis anos se houver violação de ordem de deportação.
- Tajik abandonou a jangada que pilotava durante a travessia em 17 de janeiro, quando a embarcação estava superlotada e sem coletes salva-vidas em condições climáticas ruins.
- Ali se declarou culpado em maio pela prática, relacionada a uma travessia em que quatro pessoas morreram ao tentar subir para uma jangada perto de Boulogne-sur-Mer.
Dois homens foram condenados sob a nova prática que pune quem coloca em risco a vida de outras pessoas durante uma viagem no mar. Eles pilotavam pequenas embarcações em travessias pelo Canal da Mancha com destino ao Reino Unido. A sentença ocorreu no Canterbury Crown Court, no sul da Inglaterra, sob a Border Security, Asylum and Immigration Act de 2025.
Mohammad Tajik, 32 anos, nacionalidade afegã, recebeu pena de dois anos de prisão. Alnour Ali, 26 anos, de Sudão, foi condenado a 27 meses. Ambos admitiram a acusação de colocar em risco a vida de terceiros durante a travessia marítima.
O juiz Simon James explicou que navegar por uma das rotas comerciais mais movimentadas com uma embarcação inadequada aumenta significativamente o risco de morte ou ferimentos graves. A ausência de recursos, superlotação e falta de equipamentos de segurança foram citadas na sentença.
Tajik foi o primeiro a ser condenado sob a nova lei, após se declarar culpado em 21 de abril. Segundo o Ministério Público, ele deixou para trás a lanchinha que pilotava quando uma embarcação de resgate chegou, na passagem pelo Canal, em 17 de janeiro.
Ali se declarou culpado em 9 de abril, em julgamento em maio. O caso está ligado a um incidente em Equihen-Plage, perto de Boulogne-sur-Mer, na França, quando quatro pessoas morreram ao tentar alcançar uma lanchinha. Não houve conclusão de responsabilidade sobre as mortes.
Durante a audiência, o tribunal exibiu imagens da embarcação pilotada por Ali, mostrando ocupantes em espaços restritos. O juiz afirmou que o resgate ocorreu por acaso e que a situação poderia ter resultado em ferimentos graves ou mortes.
Emma Brown, gerente de operações da National Crime Agency, destacou que as autoridades continuarão perseguindo responsáveis pelas travessias. Ela ressaltou a gravidade dos riscos e a atuação de criminosos que organizam esses trajetos.
Ao fim das sentenças, o Home Office terá decisão independente sobre eventual permanecer no Reino Unido. Como as penas superam 12 meses, os casos devem ser avaliados para deportação pelo órgão.
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